Jornadas Parlamentares do PCP
O que falta como pão para a boca...

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O PCP interpelará o Governo no próximo dia 15 sobre as necessidades de investimento nos serviços públicos, em particular nas áreas da saúde, educação, transpores e comunicações.

A informação foi prestada no final das Jornadas Parlamentares por João Oliveira, que anunciou ainda a intenção da bancada comunista em agendar para plenário um projecto de resolução da sua autoria «pelo investimento e modernização das redes de transportes e infra-estruturas».

O investimento nesta área dos transportes, mobilidade e acessibilidades é uma absoluta necessidade e reclama uma «resposta substancialmente reforçada», declarou o líder comunista, que, falando em termos gerais do investimento público, considerou que após a queda de 38,7% sofrida durante o governo PSD/CDS-PP, só de 2011 a 2013, a actual previsão de crescimento de 40%, a efectivar-se, ainda assim, representará um nível que é «inferior ao que foi registado em 1996».

O insuficiente investimento público é, aliás, um «problema central da política económica e do desenvolvimento do País» para o qual há muito o PCP vem a chamar a atenção.

Daí ter sido também uma matéria particularmente em foco nas Jornadas, de onde saiu a reiterada exigência de uma «aposta determinada e efectiva no investimento público, que dinamize o investimento privado, o crescimento e o emprego, e que dê resposta às necessidades do País, de modernização das suas infra-estruturas e serviços públicos, desde logo para travar e inverter a sua degradação».

Aquilo a que se assiste hoje, como se pode ler nas conclusões das Jornadas, é a uma «enorme fragilidade das empresas e serviços públicos», fruto do desinvestimento de sucessivos governos nos serviços públicos e nas funções sociais do Estado, agravada de modo particular no anterior governo PSD e CDS, e que o «Governo do PS recusa romper».

Numa situação insustentável encontra-se igualmente a maioria das empresas públicas de transportes, devido a «atrasos e quebras significativas no investimento público», triste realidade bem espelhada nos «meios obsoletos e que vão tendo a manutenção adiada sucessivamente, no material circulante abatido e não substituído, nas oficinas que não dão para as encomendas».

A reclamar por isso, na perspectiva do PCP, um «programa de emergência para investimentos nos transportes públicos e das infra-estruturas», capaz de garantir condições para o seu «funcionamento eficaz», ao serviço das populações, do desenvolvimento e da melhoria da qualidade de vida.

É por esse reforço do investimento público no plano dos transportes, mas também em outras áreas da vida nacional como saúde, educação, segurança das populações ou comunicações, que os deputados comunistas continuarão a batalhar, afiançou João Oliveira.




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