O Governo tem uma palavra a dizer
Insatisfação com «soluções» da administração dos CTT

MOBILIZAÇÃO O dia 5 de Fevereiro foi de luta contra o encerramento de estações dos CTT. Os trabalhadores do grupo marcaram uma greve nacional e uma manifestação para 23 de Fevereiro.

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Na segunda-feira, a concentração – promovida pelo Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) – coincidiu com a reunião entre os autarcas do Seixal, Loures, Odivelas, Alpiarça e Riba de Ave e o administrador-executivo dos CTT – Correios de Portugal.

À saída, o presidente da Câmara de Loures, Bernardino Soares, adiantou aos jornalistas não ter sido dada «justificação racional» para o fecho das estações, considerando que se tratam de «critérios puramente economicistas».

«Há uma total insensibilidade para com as populações e para com as empresas», acusou o eleito do PCP, referindo que a administração dos CTT «está completamente alheia às necessidades e longe do interesse público», além de estar a querer «passar os custos para outras entidades».

Também Joaquim Santos, presidente da Câmara do Seixal, manifestou «uma enorme insatisfação» com o resultado da reunião. «Os correios estão cada vez mais caros, demoram cada vez mais tempo e fecham estações. O serviço público não está a ser bem prestado. O Governo tem uma palavra a dizer», afirmou.

Os autarcas decidiram, entretanto, pedir uma reunião urgente ao primeiro-ministro e à Comissão Parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas

Encerramentos inadmissíveis
No Porto realizou-se, no mesmo dia, uma concentração – convocada pela PCP – contra o fecho da estação do Amial, na freguesia de Paranhos, que será substituída por uma loja em São João. Este encerramento soma-se a outros que estão previstos acontecer, nomeadamente a estação da Galiza. A iniciativa contou com a presença de Ilda Figueiredo, vereadora da CDU na Câmara Municipal.

Em nota de imprensa, o MUSP do distrito do Porto lembra que a estação do Amial «serve também os moradores residentes na freguesia de S. Mamede de Infesta, Matosinhos», e que à sua volta existem cinco bairros camarários (Regado, Carriçal, Agra do Amial, Paranhos, S. Tomé e Bom Pastor). Esta estação é também utilizada por alunos do Ensino Superior, nomeadamente do ISEP.

Também a Comissão Concelhia de Coimbra do PCP apela à luta dos utentes e trabalhadores contra o fecho da estação dos Correios da Praça da República. «A abertura de postos em estabelecimentos privados não resolve o problema das populações na medida em que não prestam os mesmos serviços», sublinham os comunistas.

Manifestação em Lisboa
Para o próximo dia 23 de Fevereiro está agendada uma manifestação no Marquês de Pombal, em Lisboa, às 14h30. O protesto – convocado pelo SNTCT, Sindetelco, Sinttav e Comissão de Trabalhadores – acontece no dia em que os trabalhadores do grupo CTT estão em greve contra a redução de pessoal e o encerramento de postos de atendimento.

Para hoje, 8, junto à estação dos CTT de Santana, Sesimbra, está prevista uma acção de contacto, promovida pelo PCP, em defesa do serviço público postal.

No passado dia 1, uma delegação de utentes entregou no balcão de correios de Paços Brandão, Santa Maria da Feira, uma petição com mais de mil assinaturas, dirigida ao presidente da Assembleia da República.




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