Aconteu
Economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017

A economia portuguesa cresceu 2,7 por cento no ano passado, atingindo o ritmo de crescimento anual mais elevado desde 2000 e mais 1,2 pontos percentuais do que no ano anterior.
De acordo com a estimativa rápida do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgada dia 14, a aceleração do crescimento no ano passado resultou do «aumento do contributo da procura interna, reflectindo principalmente a aceleração do investimento, uma vez que a procura externa líquida apresentou um contributo idêntico ao registado em 2016».
Este é também o ritmo de crescimento mais elevado desde 2000, sendo que nesse ano a economia subiu 3,8% e desde então, quando cresceu, foi sempre a ritmos inferiores a 2,7%.


Rendimentos das famílias ainda abaixo de 2008

O rendimento dos agregados familiares em Portugal mantém-se a níveis inferiores a 2008, segundo mostra um relatório divulgado, dia 12, pela Comissão Europeia.
Além de em Portugal, também na Croácia, na Grécia, em Itália, em Espanha e na Holanda o rendimento disponível bruto das famílias continuava a ser inferior ao nível de 2008, ano apontado como o do início da crise.
Segundo o relatório trimestral sobre a evolução do emprego e da situação social na Europa, Portugal registou a segunda maior quebra do desemprego (de 2,4% para 7,8%) a seguir à Grécia (2,7% para 20,7%).
Portugal destaca-se também na lista de países que mais reduziu o desemprego de longa duração no terceiro trimestre de 2017, (menos 1,9%) só ultrapassado pela Espanha (2%).


Bancos cobram mais 100 milhões em comissões

Cinco dos principais bancos que operam em Portugal cobraram no ano passado mais 100 milhões de euros em comissões do que em 2016, segundo cálculos da Lusa.
No total, em 2017, Caixa Geral de Depósitos, BCP, Santander Totta, BPI e Montepio arrecadaram 1 876,8 milhões de euros em receitas de comissionamento, mais 102,8 milhões do que os 1774 milhões de euros cobrados em 2016.
Em média, por dia, estes bancos cobraram cinco milhões de euros em comissões.


Arte rupestre descoberta no Guadiana

Cinco gravuras foram descobertas nas margens do rio Guadiana, em Elvas (Portalegre), após a descida das águas provocada pela seca, segundo confirmou, dia 15, Direcção Regional de Cultura do Alentejo.
O organismo admite que os novos achados podem constituir uma descoberta inédita, caso se verifique que pertencem à época pós-paleolítica.
As primeiras gravuras de arte rupestre no Guadiana foram descobertas na década de 70 do século XX, na zona do Pulo do Lobo, no concelho de Mértola, distrito de Beja, tendo, depois, em 2001 e 2002, sido registados mais achados aquando da construção da Barragem do Alqueva.
Nessa altura, foram identificadas gravuras representando animais e figuras geométricas, ao longo de uma faixa que se estende por mais de dez quilómetros, no concelho de Alandroal, distrito de Évora.


Faleceu a escritora Natália Nunes

A escritora Natália Nunes, autora dos romances «Regresso ao Caos» e «Assembleia de Mulheres», faleceu, dia 13, na Ericeira, aos 96 anos.
Nascida em Lisboa, a 18 de Novembro de 1921, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas (1948), na Universidade de Lisboa.
Em 1945 casou-se com o professor de Física e Química Rómulo de Carvalho (escritor conhecido pelo pseudónimo de António Gedeão).
Estreou-se literariamente em 1952, com a obra «Horas Vivas: Memórias da Minha Infância». Colaborou em diversas publicações, como o jornal Diário Popular e as revistas Seara Nova e Vértice.
Resistente antifascista, durante os anos de ditadura, integrou a direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores, que foi encerrada pela PIDE em 1965.


Exposição de Miró recebeu 50 mil visitantes

A exposição «Joan Miró – Materialidade e Metamorfose», que esteve patente durante cinco meses no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, recebeu um total de 49 265 visitantes, revelou o Ministério da Cultura.
A colecção de Joan Miró (1893-1983), que ficou na posse do Estado, após a nacionalização do BPN, em 2008, foi posta em leilão pelo anterior governo, mas o processo foi interrompido na actual legislatura.



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