Breves
PARIS
Delegação do PCP recebida pelo embaixador de Portugal

Uma delegação do PCP, constituída por Adrien Pontalier, José Roussado e Raul Lopes, membros do Organismo de Direção Nacional (ODN) do PCP em França, esteve recentemente reunida com o novo embaixador de Portugal em França, Jorge Torres Pereira. Entre as preocupações manifestadas pelos comunistas conta-se o elevado número de emigrantes em situação de pobreza (30 por cento em 2016, segundo a Santa Casa da Misericórdia de Paris) e os chamados «trabalhadores destacados», a maior parte dos quais na construção civil, que são alvo de discriminação salarial e desrespeito pelos direitos laborais.

Suscitada foi, ainda, a questão do Ensino do Português no Estrangeiro (EPE) e a sua importância junto da comunidade portuguesa, tendo os membros do PCP reiterado a necessidade de aprendizagem do português enquanto língua materna e a defesa da abolição da propina. Valorizando a acção da responsável da Coordenação do Ensino do Português em França, Adelaide Cristóvão, o PCP denunciou o imobilismo das academias e estabelecimentos escolares franceses na divulgação e oferta de cursos de língua portuguesa, estendendo a crítica ao Instituto Camões. Os obstáculos colocados ao recenseamento eleitoral de emigrantes e o baixo nível da participação dos portugueses residentes no estrangeiro nas eleições portuguesas foram assuntos igualmente debatidos no encontro.


Requalificar toda a Linha da Beira Baixa é urgente

O PCP está a distribuir um comunicado nos distritos de Guarda e Castelo Branco no qual realça que a conclusão da requalificação da Linha da Beira Baixa é uma «exigência que tarda em chegar». Os comunista realçam que esta linha «não só é uma via de grande importância para a mobilidade na e da região como se constitui como via estratégica no plano nacional». O Plano Ferrovia 2020, informa o PCP, «previa o início das obras entre Covilhã e Guarda (e também da Concordância entre a LB Baixa e a LB Alta na Guarda) no segundo trimestre de 2017 e a sua conclusão no segundo trimestre de 2018». Ou seja, está-se quase com um ano de atraso para o início das obras.

O PCP sublinha, nesse documento, as suas propostas para aquela infra-estrutura ferroviária: a rápida conclusão das obras de requalificação do troço Covilhã-Guarda e a garantia, após terminadas as obras, do serviço Intercidades entre estas duas cidades; a melhoria do material circulante do serviço Intercidades; e a avaliação das condições para uma maior frequência de comboios. O Partido defende ainda «estações mais guarnecidas, mais limpas e mais confortáveis», a contratação de pessoal operacional, designadamente operadores de revisão e venda e assistentes comerciais, a melhoria da articulação do serviço ferroviário Regional e Intercidades com os transportes rodoviários, e a criação de algumas passagens desniveladas.