Breves
Provedora pede reavaliação do «caso Barroso»

A Provedora de Justiça Europeia, Emily O’Reilly, recomendou, dia 15, que a contratação de Durão Barroso pelo Goldman Sachs seja reavaliada pelo comité de ética da Comissão Europeia.

Ao executivo comunitário é ainda aconselhado que «considere requerer ao seu antigo presidente que se abstenha de fazer lóbi junto da Comissão durante alguns anos».

O’Reilly refere que recebeu três queixas sobre actividades eventualmente incompatíveis com as suas responsabilidades anteriores, e lembra que o encontro entre Barroso e o comissário Jirky Katainen, em Outubro do ano passado, não foi um simples convívio entre amigos, mas foi registado pelo próprio Katainen como «reunião com Goldman Sachs».


Função pública pára na Alemanha

Dois dos principais sindicatos da função pública alemã anunciaram, dia 13, a convocação paralisações parciais no sector para a última semana do corrente mês.

O Verdi e o DBB exigem aumentos salariais de seis por cento, com a garantia de um aumento mínimo de 200 euros mensais para os 2,3 milhões de trabalhadores dos municípios e do Estado federal.

As duas estruturas lembram que o governo alcançou em 2017 um excedente orçamental recorde, calculado em 36,6 mil milhões de euros, havendo por isso todas as condições para valorizar os salários.


Governo demite-se na Eslovénia

O primeiro-ministro esloveno, Miro Cerar, demitiu-se, dia 14, horas depois de o Tribunal Constitucional ter anulado o referendo que viabilizou o projecto de ligação ferroviária do porto de Koper com a fronteira de Itália.

O governante considerou que cabe agora ao presidente da República decidir se deve ou não antecipar as eleições, que normalmente se deveriam realizar em Junho ou Julho.