O descongelamento das progressões tem efeito a 1 de Janeiro
PCP valoriza descongelamento da progressão nas carreiras

DIREITOS «Vale a pena! A luta é o caminho» é o título do folheto que o PCP está a distribuir aos trabalhadores da administração pública, no qual realça o descongelamento das progressões nas carreiras.

Para o PCP, este é «mais um avanço na reposição de rendimentos» que resulta da luta dos trabalhadores e da acção decisiva dos comunistas. Muito embora este descongelamento, com efeito a 1 de Janeiro, seja ainda faseado, ele põe fim a nove anos de congelamento das progressões de todas as carreiras da administração pública, imposto por sucessivos governos do PS e do PSD/CDS.

Esta medida permite alterações de posicionamento remuneratório, progressões e mudanças de nível ou escalão, ou seja, «uma melhoria nos rendimentos dos trabalhadores da Administração Pública». Todos os trabalhadores com os pontos exigidos terão, na reposição do nível da Tabela Remuneratória Única (TRU), um progresso salarial mínimo de 28 euros, esclarece.

Avanços concretizados
e a concretizar

Nesse documento, os comunistas lembram outros avanços que foi possível concretizar: o fim dos cortes salariais, a reposição das 35 horas semanais, dos feriados roubados e do pagamento por inteiro do subsídio de Natal (em 2018), a actualização, ainda que insuficiente, do subsídio de alimentação, a eliminação da sobretaxa e a introdução de alterações aos escalões do IRS, e o início do processo de combate à precariedade. Apesar destes avanços, sublinha o PCP, «os problemas não estão resolvidos», pois os serviços continuam com falta de trabalhadores, equipamentos e investimento, os direitos dos trabalhadores continuam a ser atropelados, o sistema de avaliação é injusto, as carreiras distorcidas e os salários baixos.

Saudando os trabalhadores que participaram na manifestação promovida pela Frente Comum no dia 16, o PCP apela à continuação da luta por: aumento salarial anual, valorização dos níveis salariais da TRU, recuperação e valorização das carreiras, eliminação do Siadap, aplicação das 35 horas a todos os trabalhadores, reposição dos 25 dias de férias pagas com as majorações que existiam, melhoria dos serviços.

 



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