Breves
Funcionários da ONU contestam cortes salariais

Cerca de 200 funcionários manifestaram-se, dia 23, frente à sede da Organização das Nações Unidas, em Genebra, Suíça, em protesto contra a alteração das suas condições de trabalho.

Em greve pela segunda semana consecutiva, os trabalhadores distribuíram comunicados à população em que denunciam a «política de austeridade» que tem vindo a penalizar os seus rendimentos.

Depois de já ter aplicado um corte salarial de 3,5 por cento, em Fevereiro, a organização vai aplicar nova redução de 1,6 por cento a partir de Junho, segundo revelou Michael Moller, director-geral da ONU em Genebra, citado pela agência France-Presse.

A paralisação afectou também a Organização Internacional do Trabalho e a Organização Meteorológica Mundial, agências sedeadas naquela cidade, onde cerca de 9500 pessoas trabalham para a ONU.

Outras acções de protesto tiveram lugar em Brazzaville (República do Congo), Adis Abeba (Etiópia), Banguecoque (Tailândia) e na sede em Nova Iorque (EUA).  


Sarkozy acusado de financiamento ilegal

O antigo presidente francês Nicolas Sarkozy foi constituído arguido, dia 21, no âmbito da investigação sobre suspeitas de financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007.

Após 25 horas de interrogatório, Sarkozy saiu em liberdade, mas foi colocado sob controlo judiciário.

O processo judicial teve origem num documento líbio, publicado em Maio de 2012 no site de informação Médiapart, segundo o qual o ex-chefe de Estado francês teria recebido dinheiro do antigo líder líbio Muammar Kadafi.

Em Novembro de 2016, o empresário e intermediário Ziad Takieddine revelou ter entregado a Nicolas Sarkozy cinco milhões de euros em dinheiro entre o final de 2006 e início de 2007.

Os pagamentos em dinheiro são ainda mencionados na agenda do falecido ministro do Petróleo líbio, Choukri Ghanem, recuperada pelas autoridades francesas.