Condenação de Ahed Tamimi desmascara sionismo

A adolescente palestiniana presa a 19 de Dezembro pelas forças israelitas, acusada de agredir um soldado ocupante depois de o seu primo ter sido baleado, bem como a sua mãe, acusada de «incitamento à violência» por ter filmado e divulgado as imagens do incidente, foram condenadas a oito meses de prisão e a milhares de shekels de multas, denunciou, dia 21, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente – MPPM.

A sentença resulta de um acordo entre o tribunal militar e a defesa de Ahed Tamimi. Na prática, explica o MPPM citando o Centro de Informação Israelita para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados (B'Tselem), considerando que «a taxa de condenação nos tribunais militares de Israel na Cisjordânia é de quase 100 por cento», os réus palestinos declaram-se culpados porque «se forem a julgamento, e mesmo no caso extremamente improvável de serem absolvidos, o tempo que entretanto passaram sob prisão pode ser tão longo, ou até mais longo, do que o tempo que estarão presos se fizerem um acordo judicial.

«O caso de Ahed Tamimi só é excepcional pelo facto de ter atraído especial atenção dos média, mas não é essencialmente diferente de centenas doutros», lembra também a B'Tselem, que denuncia igualmente que no fim do passado mês de Fevereiro o sionismo tinha 356 menores palestinos sob custódia.




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