Existem cerca de 270 milhões de armas nos lares norte-americanos
Centenas de milhares de norte-americanos por restrições à posse de armas de fogo

EUA Multidões em centenas de cidades dos EUA integraram, sábado, as «marchas pelas nossas vidas», convocadas por jovens sobreviventes do recente massacre num liceu norte-americano.

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Sobreviventes, amigos e familiares dos 17 adolescentes mortos na secundária de Parkland, a 14 de Fevereiro, na Florida, marcaram presença no acto central do protesto nacional, ocorrido em Washington, entre a Casa Branca e o Capitólio. Como noutras centenas de cidades, ali exigiu-se o controlo das armas de fogo no país, permanentemente assolado por chacinas e pela violência relacionada com a posse e uso daquelas.

O gigantesco movimento de massas cresceu nos últimos dois anos quando ataques semelhantes ao ocorrido no passado mês (em Orlando, na Florida, em 2016, e em Las Vegas, no Nevada, em 2017) vitimaram 99 pessoas.

Depois de Parkland, Donald Trump sugeriu que a resposta ao flagelo passava por... armar os professores. Por isso o presidente dos EUA, bem como a associação armamentista têm estado debaixo de fogo daqueles que insistem na necessidade de mais e maiores restrições. Para o mês de Abril está já convocada nova jornada nacional, justamente quando se assinala o 19.º aniversário do massacre no liceu de Colombine, no Colorado (1999).

Em 2018 foram registados 33 incidentes com armas de fogo em centros escolares nos EUA, país que detém a maior percentagem de homicídios com armas de fogo do mundo (64 por cento do total). Calcula-se que existem cerca de 270 milhões de armas nos lares norte-americanos.

 



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