• Francisco Lopes
    Membro da Comissão Política

O futuro passa pelo reforço do PCP e a intensificação da luta
Avaliações, perspectivas, opções

A evolução da situação política nos últimos dois anos e meio suscita úteis elementos de apreciação.

LUSA

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Primeiro. A luta dos trabalhadores e do povo e a intervenção do PCP conseguiram derrotar e afastar o governo PSD/CDS e alcançar reais avanços na defesa, reposição e conquista de direitos. Prova-se mais uma vez que nada é oferecido, que tudo é conquistado, que a luta de massas e a intervenção do Partido, com determinação e persistência, tornam realidade aquilo que muitos pensavam ser impossível.

Segundo. A vida comprovou que a defesa, reposição e conquista de direitos, indispensável para a melhoria das condições de vida dos trabalhadores e do povo, constitui ao mesmo tempo um factor decisivo para o crescimento económico e criação de emprego. Uma comprovação que sendo uma análise do percurso aponta acima de tudo a direcção do caminho a percorrer.

Terceiro. Os avanços obtidos foram alcançados numa situação em que havendo um Governo do PS, minoritário, este partido não tem deputados suficientes para determinar o que quer. São avanços que um governo PS, noutras circunstâncias, não adoptaria, como nunca antes adoptou. Cada avanço foi conquistado a pulso face às resistências do PS num caminho que mostra o valor determinante da influência do PCP e da sua intervenção.

Quarto. Ao mesmo tempo evidencia-se a manutenção de graves problemas nacionais, consequência duradoura da política de direita, brutalmente agravada com os PEC e com o pacto de agressão subscrito por PS, PSD e CDS-PP e aplicado pelo governo PSD/CDS.

Quinto. Numa correlação de forças que permitiria dar resposta aos problemas do País isso não se concretiza porque o PS e o seu Governo, em convergência com o PSD e o CDS, confirmam o seu compromisso com os interesses do grande capital e a sua submissão às imposições do euro e da União Europeia. Convergência do PS com o PSD e o CDS que se alarga após o Congresso do PSD em torno de aspectos relevantes, de que é exemplo recente a rejeição de projectos-lei do PCP sobre revogação de normas gravosas da legislação laboral.

Sexto. A vida demonstrou que as eleições legislativas servem para eleger deputados para a Assembleia da República e não para a escolha do primeiro-ministro. O que conta é a relação de forças que se forma na Assembleia e quanto mais deputados tiver o PCP melhor para os trabalhadores, o povo e o País. Nenhum voto do Grupo Parlamentar do PCP faltará para rejeitar o que é negativo, para aprovar o que é necessário para ir mais longe na defesa, reposição e conquista de direitos e para dar mais força à alternativa necessária para o País.

Sétimo. Romper com a política de direita, construir a alternativa política patriótica e de esquerda, com o governo e a política que lhe dê expressão, é questão essencial que se coloca, aos democratas e patriotas, aos trabalhadores, ao povo português.

Oitavo. O PCP afirma-se como a força portadora da política patriótica e de esquerda, a política capaz de romper com a exploração, o empobrecimento, o declínio e a dependência e de assegurar um Portugal desenvolvido e soberano.

Estes são elementos de avaliação que simultaneamente apontam uma perspectiva e colocam opções indispensáveis a todos os que querem um Portugal com futuro.

Um futuro que passa pelo reforço do PCP e pelo desenvolvimento da luta dos trabalhadores e do povo. Uma luta pela alternativa patriótica e de esquerda, no caminho duma democracia avançada inspirada nos valores de Abril, no grande projecto emancipador de uma sociedade liberta da exploração, do socialismo e do comunismo.

 



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