Breves
Marrocos reprime qualquer protesto

As forças marroquinas esmagam com brutalidade toda e qualquer manifestação no Saara Ocidental. Prova disso são os acontecimentos dos últimos dias envolvendo quatro presos políticos do grupo de Gdeim Izik (acampamento pacífico desmantelado com extrema violência por Marrocos em Novembro de 2010, do qual resultaram numerosas detenções e condenações). Abdallahi Abbahah, El Bachir Boutanguiza, Abdallahi Lakfawni e Mohamed Bouria encontram-se em greve de fome em defesa da sua transferência para cárceres mais próximos das respectivas famílias. Estas, solidarizando-se com a luta e para denunciarem o contínuo agravamento do estado de saúde dos grevistas, promoveram, no primeiro dia de Abril, concentrações pacíficas à porta de casa. Os ocupantes cercaram prontamente os locais.

Dois dias antes, sexta-feira, 30 de Março, jovens desempregados saaráuis levaram a cabo um protesto em El Aaiun, capital do Saara Ocidental ocupado, pelos seus direitos sociais, económicos e políticos. A manifestação, que configurou a ocupação do telhado de um edifício, foi terminada pela polícia, que deteve e espancou os contestatários, informa o site Por um Saara Livre.


África do Sul despede-se de Winnie Mandela

Winnie Mandela, dirigente da resistência ao apartheid e ex-mulher do principal líder e primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994, Nelson Mandela, faleceu na segunda-feira, 2 de Abril, aos 81 anos. Apelidada de «mãe da nação» pelos sul-africanos, Winnie esteve casada com Nelson Mandela durante 40 anos, 27 dos quais enquanto o líder político esteve na cadeia de alta segurança de Robben Island.

O presidente da República da África do Sul e do ANC, Cyril Ramaphosa, o ANC e o Partido Comunista Sul-Africano associaram-se ao luto enaltecendo o papel e coragem de Winnie Mandela no combate ao regime segregacionista.