Fertagus deve ser integrada no sector público

Com o fim do contrato de concessão à Fertagus, em 2019, o Governo do PS «tem todas as condições para interromper este processo de esbulho de recursos públicos», integrando no sector público o serviço actualmente prestado pela empresa. Para o PCP, esta medida traria «enormes benefícios» para o País, para os utentes, que passariam a pagar menos e a ter acesso ao passe social intermodal, e para os trabalhadores, que seriam integrados na CP e na EMEF e veriam melhoradas as suas condições de trabalho e de vida.

Esta posição foi reafirmada pelo PCP após uma visita à Fertagus e as reuniões que realizou com a administração e os órgãos representativos dos trabalhadores. Os contactos efectuados permitiram retirar várias conclusões, sublinhadas na nota emitida pela Direcção da Organização Regional de Setúbal: cresce o descontentamento dos utentes com a evolução da mobilidade na Península de Setúbal; adensa-se a insatisfação dos trabalhadores com a situação das empresas do sector dos transportes e com as suas condições de trabalho e de vida; confirma-se a cada dia que passa o quão prejudicial foi a parceria público-privado que entregou à Fertagus a ligação ferroviária entre Lisboa e Setúbal pela Ponte 25 de Abril.

Foi também possível ao PCP confirmar que o passe social intermodal só não vigora na Fertagus porque o governo que efectuou o contrato de concessão não o quis e os que desde então têm estado à frente dos destinos do País nada fizeram para inverter a situação. Além disso, os sucessivos governos do PS, PSD e CDS têm dado à Fertagus «condições e apoios, directos e indirectos, que nunca foram dados às empresas públicas», o que lhe permitiu arrecadar milhões ao longo dos anos.



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