Breves
Empresas britânicas reconhecem discriminação salarial

Oito em cada dez grandes empresas no Reino Unido reconhecem que pagam salários mais elevados aos homens do que às mulheres, segundo uma lista divulgada, dia 5, pelo governo britânico.

Cerca de dez mil empresas de todos os sectores, com mais de 250 empregados, viram-se obrigadas a fornecer dados sobre práticas salariais, no quadro da nova norma de transparência imposta pelo governo.

Deste conjunto, 92 por cento admitiram salários diferenciados entre homens e mulheres. Em 78 por cento dos casos as diferenças são favoráveis aos homens e, em 14 por cento, favoráveis às mulheres.

A companhia aérea Ryanair destaca-se pelas práticas discriminatórias, reconhecendo que as mulheres recebem 71,8 por cento menos do que os homens.

A diferença resulta do mero cálculo do salário horário médio de cada sexo, independentemente da função ou da antiguidade, o que permite à Ryanair justificar a enorme disparidade pelo facto de os pilotos, maioritariamente homens, terem altas remunerações. No entanto, o fosso salarial no seu concorrente directo, EasyJet, é sensivelmente inferior (45%).

Grandes diferenças remuneratórias verificam-se ainda no sector bancário, em especial no ramo da banca de investimento.


Protestos continuam na Eslováquia

Cerca de 30 mil pessoas manifestaram-se, dia 5, em Bratislava, para reclamar a demissão do chefe da polícia nacional, Tibor Gaspar, responsabilizado pelo fracasso da investigação do duplo homicídio que vitimou o jornalista Jan Kuciak e a sua namorada.

A demissão de Gaspar foi também exigida pelo presidente da República, Andrej Kiska (direita), em confronto aberto com o governo social-democrata do partido SMER, de Robert Fico.

A crise política aberta pelo assassínio do jornalista levou à demissão de Fico da chefia do governo, sendo substituído por Peter Pellegrini.