Skripal passa de caso a escândalo

Depois de Gary Aitkenhead, responsável do laboratório de Porton Down, em Inglaterra, ter afirmado em entrevista à britânica Sky News, no passado dia 4, que aquela estrutura militar «não identificou a origem» do químico que envenenou o espião Sergei Skripal e a sua filha, e de ter sugerido, ainda, que o governo em Londres deve ter «utilizado outras fontes» para atribuir à Rússia a autoria do ataque, o mistério transformou-se num escândalo de propaganda.

Reagindo às declarações do chefe do laboratório militar, Moscovo pediu, faz hoje uma semana, a convocação de uma reunião pública do Conselho de Segurança das Nações Unidas para abordar todas as vertentes do caso, incluindo as acusações da Grã-Bretanha, as quais, de concreto, só têm o facto de o suposto agente nervoso lançado contra os Skripal ter sido desenvolvido entre as décadas de 70 e 80 do século passado na então União Soviética.



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