Breves
OSCE critica «retórica xenófoba» nas eleições húngaras

O grupo de observadores da Organização de Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) criticou a «retórica intimidante e xenófoba, parcialidade dos media e o financiamento opaco», considerando que o sufrágio na Hungria não se realizou em «igualdade de condições».

A propaganda paga pelo governo amplificou o efeito e a mensagem do partido no poder e os media públicos, sobretudo a televisão, favoreceram a formação do primeiro-ministro Viktor Orban. «O acesso à informação, assim como as liberdades dos media e de associação foram restringidos por reformas legislativas recentes», assinalou Douglas Wake, chefe da missão da OSCE, em conferência de imprensa.


Carrefour faz concessões em França

A cadeia de supermercados Carrefour anunciou algumas concessões remuneratórias para acalmar o descontentamento entre os trabalhadores, que realizaram uma greve histórica a 31 de Março, encerrando cerca de 40 hipermercados e mais de duas centenas e meia de superfícies comerciais de menor dimensão.

O grupo oferece agora um prémio de 350 euros assim como vales de compras no valor de 150 euros.

A CGT, terceiro sindicato no grupo, promoveu acções de protesto, nos dias 13 e 14, para exigir «verdadeiros aumentos salariais».


Polónia recua na reforma da justiça

A câmara baixa do parlamento polaco aprovou, dia 12, alterações à reforma da justiça, com vista a acomodar as exigências da União Europeia, que ameaça suspender os direitos de voto da Polónia no seio da UE.

Para a presidente do Tribunal Supremo polaco, Malgorzata Gersdorf, as concessões feitas pelos conservadores no poder não tocam as questões mais controversas da reforma. Em causa está nomeadamente a possibilidade de o ministro da Justiça poder substituir os presidentes dos tribunais. Com a alteração, o ministro mantém essa capacidade mas deverá consultar previamente os restantes juízes do tribunal.