Breves
Nipónicos pedem demissão de Abe

Milhares de japoneses manifestaram-se no sábado, no centro de Tóquio, a favor da demissão do primeiro-ministro conservador Shinzo Abe. Em causa estão suspeitas de que o chefe do governo tenha favorecido empresários nipónicos ligados ao ensino privado em negócios com o Estado, bem como a falsificação de documentos por parte do seu ministro das Finanças com o intuito de esconder o caso, o que, de resto, o titular da fazenda pública já admitiu. Abe recusa a acusação, mas os factos tornados públicos colocaram os níveis de aprovação ao seu governo em mínimos históricos.


Pobreza disparou em 2017 no Brasil

A percentagem de brasileiros em situação de pobreza extrema aumentou mais de 11 por cento em 2017 no Brasil. De acordo com dados divulgados a meio da semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o número passou de 13,34 milhões de pessoas em 2016 para 14,83 milhões no ano passado.

A pressionarem este aumento, segundo a mesma fonte, estão o crescimento do chamado emprego informal, situação em que se encontra agora cerca de 37 por cento da população activa do país, e os cortes nos programas sociais Fome Zero e Bolsa Família, implementados e desenvolvidos durante os mandatos de Lula da Silva e Dilma Rousseff na presidência do país.


Presidente pró-NATO eleito no Montenegro

Milo Djukanovic foi eleito no domingo, 15, para a presidência do Montenegro. Ex-primeiro-ministro e presidente e actual líder do Partido Democrático dos Socialistas, bateu logo na primeira volta o candidato da Frente Democrática, Mladen Bojanic.

Djukanovic e Bojanic representam projectos políticos distintosem matéria de relações externas, com o primeiro a ser o artífice da adesão da república balcânica à NATO (2017) e da candidatura do país à União Europeia, e o segundo a opor-se-lhes.


Laboratório suíço desmente Londres

A substância alegadamente usada para envenenar o ex-espião Sergei Skripal e a sua filha não é um neurotóxico produzido na ex-União Soviética, mas um químico conhecido como BZ só produzido em países da NATO, afirma o laboratório público suíço Spiez, cujas conclusões foram divulgadas, a semana passada, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Moscovo.

Sergei Lavrov salientou que os resultados do laboratório helvético, um dos cinco acreditados pela Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), decorrem da análise de amostras fornecidas pela Grã-Bretanha, e estranhou que aquela instituição tenha omitido as informações obtidas pelo Spiez.

Reagindo à revelação e ao questionamento do responsável das relações externas no Kremlin, o Spiez afirmou que cabe à OPAQ prestar esclarecimentos. Sergei Lavrov, por seu lado, voltou a acusar Londres de deturpar a investigação da OPAQ e insistiu para que «peritos [russos] tenham acesso às amostras analisadas mencionadas na perícia».


Direitos humanos inexistentes na Líbia

Milhares de homens, mulheres e crianças encontram-se sob detenção arbitrária e em «condições horríveis» em cárceres dos vários grupos armados que controlam a Líbia, denuncia-se num relatório divulgado dia 10 pela Comissão dos Direitos Humanos da ONU e pela missão das Nações Unidas naquele território.

O texto refere «violações sistemáticas aos direitos humanos dos presos» e nota que, aos cerca de 6500 oficialmente contabilizados pelas autoridades de Tripoli, soma-se um número indeterminado de presos nas masmorras das milícias, onde a tortura é comum, havendo provas de espancamentos com barras de ferro e bastões, submissão a choques eléctricos ou a queimaduras.

No documento não se inclui a análise dos campos de concentração em que são retidos os migrantes subsaarianos, os quais, em trânsito para a Europa, arriscam-se a acabar em mercados de escravos como aqueles cuja existência foi denunciada no ano passado.