Breves
ALMADA
Defender o Festival de Teatro

A Organização Concelhia de Almada do PCP promoveu no dia 13, junto ao Teatro Municipal Joaquim Benite, imediatamente antes da estreia do novo espectáculo da Companhia de Teatro de Almada (A Morte de um Caixeiro-Viajante), uma acção de denúncia dos cortes substanciais nos apoios públicos à companhia, na ordem dos 120 mil euros, e em defesa do Festival de Teatro de Almada. No documento distribuído na ocasião, o Partido garante estar em risco a realização da próxima edição do Festival, o mais importante do País e reconhecido internacionalmente. Ao longo das suas 34 edições, sublinha o PCP, o Festival de Teatro de Almada tem «proporcionado o contacto com o trabalho desenvolvido por nomes maiores do teatro mundial». Com forte implantação local, é ainda um «pilar fundamental na democratização do acesso da população à cultura».

O PCP rejeita que suceda ao festival e à companhia que o promove, que realizam um «verdadeiro serviço público de cultura», o mesmo que a dezenas de companhias e grupos nos últimos anos e um pouco por todo o País: o encerramento, com o consequente desemprego de centenas de criadores e trabalhadores.


ILHA TERCEIRA
Base de guerra e de atraso

Num comunicado de dia 12, o PCP alerta para as consequências económicas e sociais da redução de trabalhadores portugueses na Base das Lajes em virtude da nova estratégia militar norte-americana: nos últimos meses, centenas de trabalhadores saíram da base, engrossando os números do desemprego na Ilha Terceira. Para o PCP, é falso que a Base das Lajes tenha hoje uma importância menor para a política belicista da administração norte-americana, independentemente da redução do número de efectivos militares aí estacionados. Esse é apenas o argumento utilizado para «retirar espaço para uma discussão séria sobre a revisão das contrapartidas para o Estado português pelo uso militar da Base das Lajes». Recorde-se que a ilha não recebe qualquer compensação pela «intensa utilização militar do seu território, espaço aéreo e aeroporto».

Agora, importa igualmente assegurar que essa mesma presença não se transforme em mais um obstáculo ao desenvolvimento da ilha, «especialmente tendo em conta a dimensão da difícil situação económica e social, agravada pela redução de postos de trabalho na base». Além do mais, acusa o Partido, os regulamentos e determinações militares continuam a bloquear ou a condicionar a implementação de medidas inscritas no Plano de Revitalização Económica da Ilha Terceira, nomeadamente as que se relacionam e dependem da utilização de espaços e infra-estruturas afectos à base.