Manifestação gigante condena repressão e apela ao diálogo
Catalães pedem libertação dos presos e diálogo político

BARCELONA Centenas de milhares de pessoas manifestaram-se, dia 15, na capital catalã para exigir a libertação dos dirigentes independentistas presos e apelar ao diálogo com Madrid.

O protesto foi convocado pela plataforma «Espaço de Democracia e Convivência», criada em Março para «defender as instituições catalãs» e «os direitos e liberdades fundamentais» dos cidadãos, e teve o apoio das duas principais centrais sindicais, Comisiones Obreras e UGT, juntamente com as associações independentistas Assembleia Nacional Catalã e Omnium Cultural.

Camil Ros, secretário-geral da UGT na Catalunha, admitiu à AFP que o apoio ao protesto gerou «tensões» entre os sindicalizados, assim como «em toda a sociedade catalã». No entanto, salientou que não se tratou de «uma manifestação independentista», considerando que «é hora de construir pontes» para um problema que «não deve ser resolvido nos tribunais, mas através do diálogo e da política».

Números da polícia local referem a participação de 315 mil pessoas no desfile que encheu amplas avenidas. Numa mensagem aos dirigentes independentistas detidos e acusados de «rebelião», os manifestantes repetiram a palavra de ordem «Queremos que regressem a casa».

Outros clamavam «Puigdemont, presidente», evocando o ex-presidente catalão, retido na Alemanha, onde aguarda a decisão sobre o pedido de extradição feito por Espanha.

A manifestação assinalou também os seis meses de prisão dos dirigentes independentistas Jordi Cuixart, presidente do Ómnium Cultural, e de Jordi Sànchez, ex-presidente de la Assembleia Nacional Catalã e actual deputado de Juntos pela Catalunha.




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