• Patrícia Machado
    Membro da Comissão Política

Esta não é uma tarefa deste ou daquele militante mas de todo o Partido
Contactar cinco mil trabalhadores é questão central de todo o Partido

As organizações do PCP têm em mãos importantes linhas de trabalho: na resposta à intervenção política, na afirmação e difusão da política patriótica e de esquerda, na intensa acção para a elevação das condições de vida os trabalhadores e do povo, no desenvolvimento da luta e no conjunto de direcções de trabalho expostas na resolução do Comité Central de 21 de Janeiro «Sobre o reforço do Partido. Por um PCP mais forte e mais influente».

Por todo o País as organizações discutem, planificam e desenvolvem as medidas necessárias para reforçar o Partido. Reforçar a organização para estar em melhores condições de intervir junto dos trabalhadores, das diversas camadas e sectores, para alargar a influência do Partido. O contacto com cinco mil trabalhadores é indiscutivelmente uma questão central de todo o Partido e não uma tarefa ou preocupação deste ou daquele militante, desta ou daquela organização em concreto, e sim de todos os militantes e organizações do Partido.

É uma questão determinante e estruturante e, acima de tudo, encerra enormes potencialidades de reforçar o Partido e a sua influência. Também no distrito da Guarda se partiu para a discussão e planificação desta tarefa com este sentimento. Não é um distrito industrializado e sofre as consequências do abandono do interior e da destruição da capacidade produtiva e do emprego. Mas, como em todas as regiões, existem no distrito da Guarda milhares de trabalhadores.

As organizações discutiram, definiram metas e planificação do trabalho. Avançam com o levantamento de nomes e a responsabilidade dos contactos, sendo já possível evidenciar as inúmeras potencialidades.

Um exemplo entre muitos

Em dois meses, foram já recrutados quatro novos militantes com menos de 35 anos, estabeleceu-se contactos com trabalhadores de quatro empresas e conhece-se melhor a realidade e os problemas de mais algumas. Não se trata só de quem dá o passo e toma partido, trata-se igualmente de chegar à fala com mais trabalhadores, de estes conhecerem o Partido e o seu papel e de mais cedo do que tarde terem a necessidade de aderir ao seu partido, o Partido da classe operária e de todos os trabalhadores.

Este trabalho tem sido desenvolvido com a enorme confiança que estas experiências nos dão, assumindo particular destaque na construção e realização da IX Assembleia da Organização Regional da Guarda, recentemente realizada. Também aí a confiança de quão acertada é esta acção ficou patente na seguinte intervenção (excertos): «Sou o Nelson, de 25 anos, operário, e inscrevi-me no PCP há um mês. O que irei falar não é novo e refere-se a uma situação que se passa com muita gente e neste caso comigo e colegas de trabalho. Trabalho na Olano Portugal, em que cada dia que passa a entidade patronal tem vindo a agir mal com os seus trabalhadores. (...)

Eu e várias pessoas chegam ao limite e procuram ajuda. No entanto as portas que encontramos, estão fechadas ou então nem querem saber do problema e ficam do lado da entidade patronal. Foi então com grande entusiasmo que procurei o Partido e logo que o fiz, fui ouvido e recebi toda a ajuda e atenção necessária.

Saliento a felicidade que isso me transmitiu e me levou a entrar no Partido. Foi-nos transmitido a importância de estar organizado e que a luta organizada é mais forte.

Aconselho a que mais procurem o Partido, serão ouvidos e bem recebidos. Não por simpatia mas sim porque é o Partido dos trabalhadores. Somos mais fortes no Partido e o Partido ficará também mais forte.»

 



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