Jantar e comício em Anadia revela militância e alargamento

O PCP promoveu na sexta-feira, 20, um jantar-comício no concelho de Anadia, com a presença de 200 pessoas e a participação do Secretário-geral, Jerónimo de Sousa. Realizada na Escola Básica de Vilarinho do Bairro, a iniciativa foi preparada e concretizada pela organização do Partido, desde a mobilização à preparação e decoração do espaço, passando pela confecção da refeição (o célebre leitão da Bairrada). Na prática, foram erguidas duas acções distintas, pois jantar e comício tiveram lugar em salas diferentes.

A iniciativa teve um forte impacto junto dos trabalhadores da escola, alguns dos quais voltaram ao seu local de trabalho, à noite, para escutarem as intervenções. Vários dos presentes ficaram impressionados com o nível de organização apresentado, chegando a pensar que se tratava de um serviço contratado a uma empresa de restauração. Digno de registo é também o facto de estarem presentes no jantar três vezes mais pessoas de Anadia do que o número de membros do Partido nesse concelho do distrito de Aveiro.

Na sua intervenção, para além de realçar o impacto do acordo subscrito dias antes pelo PS e PSD (ver texto nesta página), Jerónimo de Sousa explicitou os objectivos da campanha «Valorizar os trabalhadores. Mais força ao PCP», na qual o jantar-comício se inseriu. Esta campanha, que o Partido leva a cabo em todo o País, visa «estimular a iniciativa, a acção e a luta de cada trabalhador em defesa dos seus direitos», e ao mesmo tempo afirmar a importância e necessidade da política patriótica e de esquerda, que tem precisamente na valorização do trabalho e dos trabalhadores um eixo central e determinante.

Sublinhando as medidas positivas que foi possível fazer aprovar nos últimos anos com o contributo determinante dos comunistas, o Secretário-geral do Partido lembrou que várias foram «arrancadas muito a custo» e algumas mesmo «tiradas a ferros», dadas as opções de fundo o PS. Após reconhecer que o que foi conseguido está ainda aquém do que era necessário e possível, o dirigente comunista afirmou, porém, estar-se perante avanços «que não podem ser subestimados». Desde logo porque só foram possíveis numa correlação de forças «em que o PS não dispõe de um governo maioritário», pois estão muito para lá do que o PS admitia nos seus programas.

O dirigente do Partido lembrou ainda o muito que falta fazer para corrigir assimetrias e desigualdades. Já Catarina Almeida, da Direcção da Organização Regional de Aveiro, sublinhou aspectos centrais da situação económica e social na região e destacou as muitas lutas que os trabalhadores e as populações travam contra a exploração e pela efectivação dos seus direitos. Interveio ainda Jessica Sá, da JCP.

 



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