Breves
João Lourenço vai liderar MPLA

O presidente da República de Angola, João Lourenço, é o candidato à presidência do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), substituindo no cargo José Eduardo dos Santos, ex-chefe do Estado. A decisão foi adoptada pelo Bureau Político do partido, a 27 de Abril, em sessão ordinária conduzida por Eduardo dos Santos, ladeado pelo vice-presidente João Lourenço e pelo secretário-geral Paulo Kassoma. Para concretizar a mudança da liderança partidária vai realizar-se, em Setembro, o VI Congresso Extraordinário do MPLA. Eduardo dos Santos está à frente do partido desde 1979, após a morte de Agostinho Neto, o primeiro presidente angolano.


Posse do governo na Guiné-Bissau

O presidente José Mário Vaz deu posse ao novo governo da Guiné-Bissau. O executivo, «inclusivo», é liderado pelo primeiro-ministro de «consenso» Aristides Gomes e integra ministros e secretários de Estado do PAIGC, o partido maioritário, do PRS, a segunda força, e de outros grupos com representação parlamentar (Partido da Convergência Democrática, Partido da Nova Democracia e União para a Mudança). As principais tarefas do governo são preparar as eleições legislativas, a 18 de Novembro, e resolver questões imediatas como a organização da campanha da castanha de caju e o fornecimento regular de energia eléctrica em Bissau.


Afeganistão sofre ataques terroristas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou os ataques terroristas que causaram dezenas de mortos e feridos entre a população civil, no dia 30 de Abril, em Cabul. O primeiro atentado, por um terrorista suicida que se fez rebentar com explosivos, ocorreu de madrugada, próximo das instalações dos serviços secretos afegãos. Meia hora depois, uma bomba, colocada numa câmara de televisão, explodiu e atingiu jornalistas e pessoal da protecção civil. Ambas as acções foram reivindicadas pelo chamado «Estado Islâmico».


China adverte EUA sobre guerra comercial

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, avisou os EUA de que as guerras comerciais travam o crescimento nacional e global e insistiu na busca de soluções para disputas bilaterais através de negociações. Ao receber em Pequim a secretária norte-americana dos Transportes, Elaine Chao, o governante chinês advertiu que «não há vencedores» nos conflitos dessa natureza, que põem em risco a recuperação da economia mundial. Li reiterou o bom acolhimento chinês da decisão do presidente Trump de enviar nestes dias uma missão para abordar as «fricções» com Pequim. «A China, o maior país em desenvolvimento, e os EUA, o maior país desenvolvido, são complementares em termos económicos», considerou.


Síria e Irão querem fortalecer relações

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, afirmou que a intensificação da agressão contra o seu país aumentará a determinação dos sírios de porem fim ao terrorismo. Ao receber em Damasco, a 30 de Abril, o presidente da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento do Irão, Alaeddin Boroujerdi, o presidente afirmou que tais ataques fazem com que os sírios se apeguem mais à sua soberania e ao desejo de construir o futuro, informou a agência de notícias SANA. Os dois dirigentes defenderam a continuação do fortalecimento das relações entre os estados da Síria e do Irão, incluindo a nível parlamentar.


Pompeo com aliados no Médio Oriente

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, concluiu na Jordânia, na segunda-feira, 30, uma viagem pelo Médio Oriente que o levou também à Arábia Saudita e a Israel, os principais aliados dos EUA na região. Em Amã, o ex-chefe da CIA conversou sobre «os esforços de paz na Síria» e «a guerra contra o terrorismo». Em Riad, exigiu alterações ao acordo nuclear com o Irão. Em Telavive, referiu-se a uma alegada «escalada de ameaças do Irão contra Israel» e reiterou ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu todo o apoio dos EUA.