Breves
MADEIRA
PCP insiste na construção de novo Hospital

O PCP quer ver as obras do novo Hospital da Madeira iniciadas até ao fim desta legislatura e que sejam lançados ainda este ano os procedimentos necessários a esse objectivo. Nesse sentido, o grupo parlamentar comunista na Assembleia Legislativa Regional apresentou no dia 23 um projecto de resolução intitulado «Exigência de avanço do Novo Hospital» e um voto de protesto contra as «falsas promessas do Governo da República». O PCP propõe a concentração de esforços para que o novo hospital central da região seja um realidade em breve, definindo-se o modelo de financiamento para que o concurso público internacional abra «o mais rapidamente possível».

Quanto às «falsas promessas», os comunistas lembram que já em 2010 a Assembleia da República aprovou a proposta do PCP que recomendava ao Governo considerar a construção do hospital; em 2016, também por iniciativa do PCP, foi aprovada uma medida em sede de Orçamento do Estado recomendando ao Governo e aos órgãos regionais o desenvolvimento das «diligências necessárias à construção» do hospital. Uma vez mais, em 2017 (outra vez por iniciativa do Partido), foi incluído no Orçamento do Estado para este ano o «apoio financeiro à construção do Novo Hospital Central da Madeira». Assim se comprova que «o que deveria ser dever do Governo da República no cumprimento das resoluções e da lei não passou de um festival de falsas promessas».


ÉVORA
Defender o Cendrev e o direito à cultura

A Comissão Concelhia de Évora do PCP considera que «este Governo do PS ainda fez pior que o PSD/CDS na sua política de empobrecimento e de liquidação de estruturas culturais e artísticas do País». Em causa estão as declarações a uma rádio local do deputado do PS ao Parlamento Europeu, Carlos Zorrinho, sobre a possível exclusão de companhias históricas na fase inicial do concurso da Direcção-Geral das Artes, como acabou por suceder com o Centro Dramático de Évora/ Cendrev. Nessa ocasião, o deputado considerou que «provavelmente, o Cendrev terá tido menos cuidado na apresentação da candidatura».

Já Norberto Patinho, deputado do mesmo partido, mas na Assembleia da República, «não teve a coragem de assumir esta posição na reunião que teve, há pouco tempo, com os agentes culturais sobre esta questão», onde mostrou disponibilidade para corrigir os erros do concurso, assumidos pelo próprio Ministério: «será que aqui no distrito de Évora voltámos ao tempo do “pide bom” e do “pide mau” dos tempos do fascismo?», questionam os comunistas. Entretanto, em reacção à forte contestação ao concurso, o Ministério da Cultura publicou uma nova lista de entidades a apoiar, entre elas o Cendrev. O financiamento disponibilizado é, porém, «manifestamente insuficiente».