Marx nunca subestimou a complexidade do processo revolucionário
O que devemos a Marx

MARXISMO Quem foi Karl Marx? Quando e onde nasceu, viveu, lutou, investigou e faleceu aquele que foi o maior intelectual e revolucionário do seu tempo e nos deixou uma herança política e ideológica que não só resistiu à voragem do tempo como continua a inspirar e a iluminar a luta libertadora da classe operária e dos trabalhadores e povos explorados e oprimidos de todo o mundo? Como se tornou Marx, um jovem idealista hegeliano de esquerda mas profundamente atento aos problemas do seu povo e do seu tempo, no criador do materialismo dialéctico e histórico e do socialismo científico e no dirigente revolucionário fundador do movimento comunista e revolucionário internacional?

O enriquecimento cultural e a formação ideológica de todo o trabalhador com consciência de classe e a sua confiança na sua luta pelos seus direitos ganham muitíssimo com a resposta a estas e outras perguntas sobre a vida e a obra de Karl Marx. A sua fascinante biografia não cabe neste artigo. Para a conhecer nos seus traços fundamentais e para compreender como é que Marx se tornou marxista existe ampla bibliografia. O livrinho de divulgação Karl Marx, Pequena Biografia, editado pelas Edições Avante! no âmbito das comemorações do II Centenário do nascimento de Marx promovidas pelo PCP, é um excelente ponto de partida que vivamente se aconselha.

Uma vida ímpar

Marx nasceu em 5 de Maio de 1818 em Trier, na província renana da Prússia. Aos 17 anos, terminado o liceu, cursa Direito na Universidade de Berlim e em 1841 a Universidade de Iena confere-lhe o título de doutor em filosofia. Desenvolve intensa actividade como jornalista tornando-se director da progressista Gazeta Renana. Perseguido pelas suas opções sociais e políticas parte para Paris em 1843 pouco tempo depois de se casar com Jenny von Westphalen, sua companheira de sempre e mãe das suas devotadas filhas Jenny, Laura e Eleanor. Viveu a maior parte da sua vida fora do seu país natal, em Paris, Bruxelas e finalmente Londres, onde morre em 14 de Março de 1883, sendo sepultado no cemitério londrino de Highgate.

A evolução do pensamento de Marx e em particular naquilo que nele é essencial, a teoria do socialismo científico, assenta na sua ligação estreita com o movimento operário, por um lado, e por outro lado no estudo do que melhor o conhecimento humano na sua época tinha produzido nos domínios filosófico, económico e político-social.
Marx participa activamente nas revoluções de 1848/49 em França, e na Alemanha – revoluções
que abalaram também outros países da Europa e que passaram à História como a Primavera dos Povos – e na Comuna de Paris de 1871, acompanha e intervém nos grandes movimentos
democráticos, patrióticos e anticoloniais, redige (com Engels) em 1848 o histórico Manifesto do Partido Comunista, programa da Liga dos Comunistas, o primeiro partido internacional do proletariado e em 1864 é fundador e dirigente do Conselho Geral da Associação Internacional dos Trabalhadores (I Internacional) que viria a desempenhar um papel fundamental na difusão do marxismo no movimento operário. Em 1867 é publicado o Livro I de O Capital, a obra económica fundamental de Marx que explica o funcionamento do modo de produção capitalista, desvenda o mecanismo de exploração do trabalho assalariado (a teoria da mais valia), dá pleno fundamento científico à missão histórica da classe operária como coveira do capitalismo e criadora da nova sociedade sem classes. O Capital, esse fascinante e imortal serviço prestado à causa libertadora dos trabalhadores e dos povos que o próprio Marx considerou o «mais terrível míssil que até hoje foi lançado à cabeça dos burgueses».

Impossível falar de Marx sem lembrar a profunda amizade, identidade de ideias e fecunda colaboração com Friedrich Engels, sobretudo a partir do seu encontro de Agosto de 1844 em Paris. Houve muita elaboração conjunta, a começar com A Sagrada Família, e mesmo numerosos artigos e trabalhos que um redigiu e assinou em nome do outro, como na colaboração no jornal progressista norte-americano New-York Daily Tribune. Sem a dedicação, modéstia e profundo respeito de Engels pelo génio de Marx, não teríamos tido o II e o III Livros de O Capital publicados depois do falecimento de Marx, com base nos manuscritos que Marx deixou, e após anos de paciente trabalho do «segundo violino» como a si mesmo se chamava Engels.

Uma teoria revolucionária

Celebramos o II Centenário do nascimento de Karl Marx com a consciência do muito que o Partido Comunista Português deve a este gigante do pensamento e da acção revolucionária e do muito que podemos continuar a aprender com um melhor conhecimento da sua vida e da sua obra. Uma vida de homem e de comunista a muitos títulos exemplar, e uma obra em que teoria e prática se encontram indissoluvelmente ligados.

Sim, devemos muito a Marx.

Devemos desde logo a própria razão de ser e a existência do PCP com as características que fazem dele um grande e prestigiado partido comunista – a sua natureza de classe, a sua ideologia materialista e dialéctica marxista-leninista, o seu projecto de socialismo e comunismo para Portugal, a sua organização democrática, a sua linha de massas, a sua natureza patriótica e internacionalista. Estas características que como o O Partido com Paredes de Vidro do camarada Álvaro Cunhal ensina a valorizar e preservar como a menina dos nossos olhos, são o resultado da nossa própria trajectória revolucionária, do histórico enraizamento do Partido na classe operária e no povo português, mas são também fruto do desenvolvimento criativo na época do imperialismo, do pensamento de Marx por Lénine (nomeadamente quanto ao conceito de «partido de novo tipo») e do impacto internacional da Revolução de Outubro. Mas o seu ADN está em Marx, na teoria do socialismo científico por ele elaborada e desde logo demonstrando o carácter transitório do capitalismo e a exigência da sua superação revolucionária e evidenciando o papel dirigente da classe operária na revolução socialista. Foi com Marx e o Manifesto, «esse pequeno livrinho que – no dizer de Lénine – vale por mil Tomos», que nasceu essa força revolucionária poderosa que já começou a abater o velho mundo e a construir um mundo novo, o movimento comunista e revolucionário mundial de que o PCP é digna componente.

Devemos a Marx os instrumentos de análise e a bússola segura que guia a nossa acção revolucionária, o materialismo dialético e histórico, o marxismo, concepção do mundo em que teoria e prática são inseparáveis, que explica o mundo e indica como transformá-lo, uma teoria anti-dogmática na sua essência que se desenvolve e enriquece em função dos novos fenómenos, novos conhecimentos e novas experiências.

A própria obra de Marx é fruto eloquente dos resultados da investigação científica – nomeadamente no campo da história universal e do mecanismo de funcionamento do capitalismo – e do seu contacto e intervenção directa na luta social e política do seu tempo, e em primeiro lugar no movimento operário. A pretensão de opor o Marx «jovem» de A Sagrada família ao Marx «maduro» de O Capital, não fazem qualquer sentido. Como não o fazem as recorrentes tentativas de opor Marx a Lénine que, pelo contrário, desenvolvendo criativamente o marxismo na época do imperialismo e da primeira revolução proletária vitoriosa, o que fez foi pôr em evidência a vitalidade intrínseca do pensamento de Marx, não como um sistema de conceitos datados e petrificados, mas como um fecundo guia para a análise concreta da situação concreta que precisamente Lénine considerou a «alma do marxismo». Uma tão valiosa contribuição associou justamente o nome de Lénine ao de Marx no conceito de marxismo-leninismo, e a vida já mostrou, com trágicas consequências para o movimento comunista internacional, que quem abandona Lénine abandona Marx, abandona o materialismo dialético e histórico, abandona o socialismo científico.

Foi, não como um dogma mas como um guia para a acção, sobretudo com a reorganização leninista de 1929 dirigida por Bento Gonçalves e depois com a reorganização de 1940/41, que o PCP encarou o marxismo-leninismo e foi assim que, no VI Congresso em 1965 o PCP aprovou o seu Programa para a Revolução Democrática e Nacional que teve o mérito histórico de ser confirmado nas suas linhas fundamentais pela Revolução de Abril. Uma citação de Álvaro Cunhal de 1947 é bem ilustrativa do modo como de há muito o Partido compreende a teoria marxista: «o marxismo-leninismo é uma ciência ligada à vida e às condições de lugar e de tempo, uma ciência que se enriquece com novas experiências e novos conhecimentos. Os mestres do comunismo dão-nos os princípios teóricos, a orientação geral e ricas experiências para resolvermos os problemas teóricos que defrontamos no nosso País. Mas não nos dão receitas para cada situação difícil. E daí a necessidade de que o estudo dos teóricos do marxismo seja acompanhado pelo estudo da realidade portuguesa, dos problemas nacionais, com a preocupação constante da tarefa que os comunistas portugueses têm diante de si».

Interpretar o mundo para o transformar

Foi Marx que ao pôr em evidência a base em que assenta todo o edifício social – a produção dos meios de subsistência – desvendou as leis fundamentais do movimento da sociedade e mostrou que o sentido da História é o sentido da libertação da Humanidade de todas as formas de exploração e opressão, é o sentido da liberdade, do progresso social, do socialismo e do comunismo.

Com base no estudo aprofundado do sistema capitalista a partir do país mais industrializado do seu tempo, a Inglaterra, Marx concluiu que o capitalismo, cada vez mais polarizado entre duas classes sociais antagónicas, a burguesia e o proletariado, à semelhança dos que o precederam, é um modo de produção eivado de insanáveis contradições – a começar pela contradição entre o carácter social da produção e a forma privada da apropriação – que conduzirão, pela intervenção revolucionária das massas populares, à liquidação do capitalismo e à sua substituição por uma nova formação social, o comunismo, de que o socialismo é um período de transição.

Pondo em evidência a divisão da sociedade em classes e considerando que a «luta de classes é o motor da revolução», Marx modestamente afirma que não foi ele que descobriu nem a existência de classes sociais, nem a luta entre si. «O que eu fiz de novo foi: 1. demonstrar que a existência das classes está apenas ligada a determinadas fases de desenvolvimento histórico da produção; 2. que a luta das classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado; 3, que esta mesma ditadura só constitui a transição para a superação de todas as classes e para uma sociedade sem classes» (K.M., carta a Weydemeyer, 1852).

E na célebre 11.ª tese sobre Feurbach Marx aponta o caminho da luta: «Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo».

Sim, é realmente a missão histórica da classe operária, a sua transformação em classe dominante com a conquista do poder, o seu papel como construtora da nova sociedade em que, libertando-se, a classe operária liberta a sociedade de todas as formas de exploração e opressão, que é o principal na teoria de Marx. E é por isso mesmo aquilo que a burguesia mais abomina em Marx, atribuindo à noção de «ditadura do proletariado» um significado precisamente contrário ao seu real significado na terminologia marxista, que é o da mais ampla e profunda democracia, pois o novo Estado socialista está ao serviço dos trabalhadores e da esmagadora maioria da população.

O papel histórico da classe operária

A Marx devemos a natureza de classe do PCP. É assim que o PCP se define no primeiro artigo dos seus Estatutos como o «partido político do proletariado» e «vanguarda da classe operária de todos os trabalhadores portugueses». Mas uma coisa é afirmar-se «vanguarda», outra é realmente sê-lo e isso implica que a natureza de classe do PCP viva permanentemente na sua linha política e ideológica marxista-leninista, na sua acção quotidiana orientada para a defesa dos interesses do mundo do trabalho e prioritariamente dirigida para a organização e a luta nas empresas e locais de trabalho, para lá onde o trabalho e o capital se confrontam mais directamente e onde, com a acção das células do Partido, se forja a consciência de classe e se eleva a consciência revolucionária dos trabalhadores.

A confiança no papel transformador da classe operária e das massas trabalhadoras está sempre presente na obra de Marx. O modo como Marx acompanha, intervém e analisa as grandes lutas populares e as revoluções do seu tempo contém ensinamentos valiosíssimos quanto aos seus rigorosos critérios de caracterização e avaliação das forças de classe em presença e particularmente sobre a táctica e estratégia revolucionária.

Toda a sua obra relativa às revoluções de 1848/49 na Europa e particularmente em França e na Alemanha são primorosas na análise concreta da situação concreta, na rejeição de conclusões apriorísticas, de honestidade e modéstia perante a realidade dos factos que impõem por vezes conclusões diferentes das esperadas e previsíveis. A ideia de que o marxismo é um guia para a compreensão e para a transformação da realidade tem uma expressão particularmente fascinante em obras como A Luta de Classes em França, Revolução e Contra-revolução na Alemanha, O 18 de Brumário de Luis Bonaparte. A conhecida asserção de Lénine a «análise concreta da situação concreta é a alma do marxismo», tem nelas uma valiosa confirmação.

O mesmo acontece em relação à Comuna de Paris, revolução em que Marx e a Associação Internacional dos Trabalhadores intervieram apaixonadamente. As análises e lições extraídas por Marx são de um imenso valor, nomeadamente quanto à importância do partido revolucionário, à política de alianças do proletariado, à questão do Estado, questão central que conheceu novos aprofundamentos (mais tarde retomados por Lénine em O Estado e a Revolução), com a consolidação da tese de que não basta tomar o aparelho de Estado burguês, é preciso destruí-lo. A Guerra Civíl em França,redigida como mensagem do Conselho Geral da I Internacional, constitui um autêntico monumento de análise marxista.


O Comunismo, futuro da humanidade

A Marx devemos a certeza, porque cientificamente fundamentada, de que nós comunistas estamos do lado certo da História, a certeza de que, sejam quais forem as voltas e reviravoltas da evolução mundial e por maiores que sejam as dificuldades da luta, o projecto de sociedade socialista e comunista que constitui o objectivo supremo do PCP acabará por triunfar.

Os 200 anos passados sobre o nascimento de Marx confirmaram que aquela bela imagem de que «o comunismo é a juventude do mundo» tem inteira razão de ser.

Através de duras batalhas de classe os comunistas confirmaram que as seculares aspirações de justiça social tinham finalmente encontrado na acção consciente e organizada da classe operária com o seu partido de vanguarda possibilidade de realização. A heróica tentativa da Comuna de Paris foi derrotada e afogada em sangue numa das mais cruéis vinganças de classe que a história regista. Mas isso não impediu o prosseguimento da luta, o triunfo da Revolução de Outubro e a primeira experiência de construção de uma nova sociedade, a extraordinária projeção do marxismo-leninismo por todo o mundo.

As derrotas do socialismo na viragem dos anos noventa do século passado, com o desaparecimento da União Soviética, significaram um grande salto atrás no processo de libertação, mas isso nem apaga as realizações e conquistas alcançadas pelo poder socialista, nem altera a realidade de que os grandes avanços revolucionários do século XX – as conquistas da classe operária dos países capitalistas, o poderoso movimento de libertação nacional que varreu o colonialismo de África, Ásia e América Latina, a derrota do nazi-fascismo, a expansão mundial do socialismo que chegou a abarcar um terço da Humanidade – têm a marca da acção abnegada dos partidos comunistas.

Ao contrário do que apregoam as forças da reacção e da social-democracia, o século XX não foi, como sublinhou Álvaro Cunhal, o século da morte do comunismo mas o século em que o comunismo nasceu como empreendimento de construção de uma nova sociedade sem exploradores nem explorados.

Marx nunca subestimou a complexidade do processo revolucionário. A sua própria experiência mostrou como é irregular e acidentado o caminho da libertação. Mesmo perante severas derrotas das forças progressistas e revolucionárias, como no caso da insurreição de Junho de 1848 dos operários de Paris ou da Comuna de Paris em 1871, nunca vacilou quanto aos limites históricos e à inevitabilidade da morte do capitalismo por se tratar de uma exigência do próprio processo objectivo de desenvolvimento social, inscrito nas suas contradições.

O próprio processo revolucionário já mostrou que o caminho da liberdade, do progresso social e da soberania nacional é o caminho do socialismo. Tal é o exemplo da Revolução do 25 de Abril em que a liquidação do poder dos monopólios que sustentavam o fascismo, abriu a Portugal a real perspectiva de evolução para o socialismo. Destruindo transformações como a nacionalização dos sectores-chave da economia e a reforma agrária, a contra-revolução fechou temporariamente as portas a essa possibilidade. mas ela continuou inscrita na realidade e na vontade do povo português. A etapa actual da revolução no nosso País é, como a define o Programa do PCP a de «Uma democracia avançada, os valores de Abril no futuro de Portugal» que é ela mesmo parte integrante inseparável do socialismo.

«Proletários de todos os países, uni-vos!»

A Marx devemos a chave científica para a explicação e compreensão do mundo e devemos simultaneamente a criação dos instrumentos teóricos para orientar a prática da sua transformação.

Marx não se limitou, o que já seria muitíssimo, a esclarecer o papel do proletariado como coveiro do capitalismo. Empenhou-se na sua organização e mobilização. Com Engels criou a primeira organização internacional do proletariado e dotou-a, com o Manifesto do seu próprio programa.

Da Liga dos Justos ( «todos os homens são irmãos») à Liga dos Comunistas («proletários de todos os países uni-vos!»), da Associação Internacional dos Trabalhadores fundada em 1864 ao estímulo à criação e enraizamento nas massas de fortes partidos comunistas em cada país (como aconteceu ainda durante a sua vida com a fundação do Partido Social Democrata Alemão), Marx empenhou-se na organização da classe operária como força autónoma agindo independentemente da burguesia e contra ela, praticando uma política de alianças contra o adversário principal mas afirmando com independência as suas reivindicações e o seu próprio programa. E reconhecendo embora o contributo historicamente progressista e a valentia de muitos dos seus protagonistas, Marx combateu com firmeza as concepções do socialismo utópico, do reformismo conciliador de classes, do anarquismo e do blanquismo que não compreendiam ou subestimavam o papel revolucionário decisivo das massas.

Muito tempo passou sobre a fundação da Liga dos Comunistas e da I Internacional mas o caminho aberto por Marx à cooperação e solidariedade internacionais dos comunistas apontada pela palavra de ordem com que termina o Manifesto, «proletários de todos os países uni-vos!», comporta experiências de grande valor e inspiração para a actualidade.

A dialética do nacional e do internacional na luta revolucionária adquire com a globalização imperialista e a concertação das classes dominantes contra os trabalhadores e contra os povos, uma importância prática ainda maior que no tempo de Marx, e mesmo maior que no tempo em que Lénine, em 1919, rompendo com os dirigentes oportunistas da II Internacional (que Engels fundara em 1889) criou a Internacional Comunista. As formas de articulação e cooperação internacional dos partidos comunistas evoluíram em função das novas realidades, mas a sua substância de classe internacionalista mantém-se. Ou melhor, é necessário que se mantenha, e que o internacionalismo proletário continue a constituir o núcleo de uma solidariedade internacionalista que se tornou mais ampla como resultado do estreitamento da base social de apoio do capitalismo e da diversificação das forças objectivamente antimonopolistas, anti-imperialistas e anticapitalistas.

Partido patriótico e internacionalista, o PCP ao mesmo tempo que considera o reforço da sua influência no terreno nacional o seu primeiro dever internacionalista, considera da maior importância o fortalecimento do movimento comunista e revolucionário internacional e continuará a agir, no respeito pela natural diferença de situações e opiniões, para fortalecer a unidade na acção dos partidos comunistas contra a exploração capitalista, a política de ingerências e agressões imperialista, o fascismo e a guerra, pela causa da democracia, do progresso social, da paz e do socialismo.

Comemorar o II Centenário de K. Marx

Comemoramos a data histórica do nascimento de Marx, e connosco toda a humanidade progressista, honrando a memória de alguém que foi um gigante do pensamento científico e revolucionário, como dever de memória e gratidão pela sua insuperável contribuição para a causa libertadora dos trabalhadores e dos povos, e para retirar da perenidade do seu legado os ensinamentos e elementos de inspiração que comporta para a nossa luta actual. Esse o melhor tributo que podemos prestar a Marx no II Centenário do seu nascimento.




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