Lisboa têm um grande potencial para promover a literatura
PCP quer Lisboa na rota da literatura

CULTURA Os vereadores do PCP na Câmara de Lisboa, propuseram, dia 23 de Abril, a realização de um evento literário regular na cidade, que celebre a «Língua», os «Livros», a «Literatura», as «Leituras» e as «Livrarias».

Denominado «Lisboa 5 L», o Partido pretende integrar a «celebração» da língua portuguesa e da literatura na rede mundial de festivais literários, «colocando Lisboa na rota da literatura», já em 2019.

Segundo a proposta apresentada por João Ferreira e Carlos Moura, a aguardar agendamento para discussão e votação, a organização do evento deve ser da responsabilidade do pelouro da Cultura em articulação com as bibliotecas municipais e os serviços municipais que se considere relevantes e que a sua promoção, em toda a cidade, seja articulada com as escolas, universidades, freguesias e outros parceiros, envolvendo a população local e garantindo uma diversidade estética, diferenciação de géneros e distintos públicos.

«A literatura está praticamente omissa nas Grandes Opções do Plano do actual executivo» (PS/BE), acusam os comunistas em nota à comunicação social, sublinhando que «é uma emergência de cidadania colmatar esta grave lacuna na política cultural da cidade».

Razões de sobra

Na proposta do PCP refere-se, por exemplo, que a língua portuguesa «é uma das mais antigas e preciosas heranças, falada por 280 milhões, a quinta mais falada do mundo» e, segundo a Unesco, «a que mais tem crescido, a seguir ao inglês e espanhol».

Valorizado é, também, o facto de Lisboa possuir «uma literatura considerada única à escala mundial, onde nasceram, viveram e de onde partiram grandes figuras que se tornaram clássicos da nossa lusofonia», existindo «condições excepcionais para divulgar essa riqueza a nível internacional».

 



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