• Armindo Miranda
    Membro da Comissão Política

Cresce o número dos que já concluíram que esta UE não tem futuro
Com o PCP é por aqui que vamos!

Nos últimos dias, após conhecimento das propostas para a construção do próximo orçamento da UE, defensores do federalismo deram a conhecer as suas dúvidas e mesmo discordâncias com tais propostas porque não tinham em conta um dos pilares (entre outros) desta União Europeia: a solidariedade dos países mais ricos com os mais pobres, tendo em vista a redução das desigualdades.

Ora, solidariedade é coisa que não existe e nunca vai existir nesta integração capitalista europeia. Embora tentem e consigam convencer muita gente do contrário, a verdade é que nunca existiu. Mesmo quando enviaram abundantes fundos para Portugal, até para pagarem aos nossos agricultores para não produzirem, o objectivo era encharcar o País com os produtos que tinham em excesso, mesmo que isso tivesse como consequência, como aconteceu, a destruição do nosso aparelho produtivo.

Por isso é que cresce o número dos que já concluíram que esta UE não tem futuro. Porque os governos se comportam como conselhos de administração dos grandes grupos económicos, colocando os seus interesses à frente dos interesses dos cidadãos. Porque mostra uma insensibilidade aterradora perante as consequências sociais destas políticas, nomeadamente perante os milhões de homens e mulheres a quem não é permitido vender a única riqueza que possuem, a sua força de trabalho, e a quem a pobreza e a fome ou já se sentaram à mesa ou andam a rondar-lhes a casa. Entre estes, estão cerca de 50% dos seus jovens.

Outro caminho

O futuro constrói-se seguindo outro caminho. Provocando uma ruptura com a UE do grande capital e das grandes potências, só possível com o desenvolvimento da luta dos trabalhadores e dos povos, para abrir caminhos de cooperação e solidariedade entre os povos e estados soberanos na Europa. Com a assunção de uma política que garanta a soberania, a independência e a afirmação do primado dos interesses nacionais, diversificando as relações com outros estados fora da UE.

Em Portugal é este o caminho que o PCP aponta. Lutamos pela ruptura com a política de direita que, mesmo com os avanços verificados na reposição e conquista de direitos, o Governo PS continua a levar a cabo. Lutamos por uma política patriótica e de esquerda e um governo que a concretize, tendo como alicerces fundamentais: aumento da produção nacional, nomeadamente na produção agrícola e industrial, garantindo a soberania do País nas áreas alimentar e da energia; o assumir por parte do Estado do controlo público da Banca e de outros sectores estratégicos da economia que deverão ser o suporte e motor fundamental do desenvolvimento económico; uma política fiscal que liberte os trabalhadores de impostos que devem ser suportados pelas empresas com lucros superiores a 30 milhões de euros; criar os milhares de postos de trabalho tão necessários para melhorar a vida dos trabalhadores e do povo, reduzir os níveis de pobreza e aumentar as receitas para a Segurança Social; colocar a riqueza produzida ao serviço dos que a produzem, os trabalhadores, procedendo a um aumento geral de salários, a começar pelo salário mínimo nacional para 650 euros em Janeiro de 2019 e o aumento das pensões e reformas que o INE identifica como o principal factor do crescimento económico verificado; renegociar a dívida nos seus montantes, juros e prazos; libertar Portugal da submissão ao euro.

Estes são os caminhos do futuro que com a luta dos trabalhadores e do povo, dos micros, pequenos e médios empresários, e todas as classes e camadas anti-monopolistas estamos a construir. Com o PCP, é por aqui que vamos.

 



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