Greves na Infra-estruturas de Portugal

Os trabalhadores das empresas do universo IP (Infra-estruturas de Portugal) têm convocadas para hoje greves de uma hora por turno e também ao trabalho extraordinário, realizando-se amanhã uma greve de 24 horas.

Na terça-feira, cerca das 11 horas, representantes de 14 estruturas sindicais e da Comissão de Trabalhadores, bem como outros funcionários da IP, reuniram-se na Praça do Duque de Saldanha, em Lisboa, e manifestaram-se até junto do Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas, onde prosseguia uma reunião do Governo com as organizações representativas do pessoal da empresa que resultou da fusão da Estradas de Portugal com a Rede Ferroviária Nacional (Refer).

Na acção de segunda-feira, o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário explicou que está em causa a resposta a reivindicações salariais e a resolução de problemas criados com aquela fusão. «Estes trabalhadores não vêem o seu salário valorizado desde 2009», lembrou Abílio Carvalho, insistindo na urgência de «um sinal claro do Governo», «uma proposta concreta que possamos aceitar para a valorização dos salários».

Na busca de solução, os sindicatos enviaram ao Governo um texto para base de negociação, reflectindo o que ficara acordado verbalmente a 31 de Março, no final de uma ronda negocial que poderia ter impedido a greve de 2 de Abril. Tal não sucedeu e a greve realizou-se, com grande adesão, porque o documento apresentado aos representantes dos trabalhadores para assinatura não reflectia o resultado da negociação e continha «propostas de redacção pouco claras».

 



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