Apoio público às Artes

O Grupo Parlamentar do PCP realizou no passado dia 11 uma audição pública sobre o modelo de Apoio às Artes e a estruturação de um verdadeiro serviço público de cultura.

Com a participação de diversos agentes culturais, que expuseram de forma viva e detalhada as preocupações e problemas concretos com que se deparam no seu dia-a-dia, da audição resultou claro que é urgente investir nesta área, desde já com um reforço orçamental no apoio às artes para 25 milhões de euros.

O reforço geral da cultura para 1% do Orçamento do Estado, bem como a adopção de medidas concretas que permitam a estruturação de um serviço público de cultura, são outras tantas exigências das quais os criadores não abdicam.

O que implica, como salientou a deputada comunista Ana Mesquita, a definição de um modelo alternativo que valorize a consolidação das estruturas, garanta o direito à criação artística, permita um maior contacto e fruição da população com os bens culturais. Objectivo este que no seu conjunto passa, necessariamente, por uma alteração ao nível do quadro legal.

Da parte do PCP, ficou a garantia de que não deixará de intervir nesta área para que a cultura deixe de ser o parente pobre e seja devidamente valorizada e tida como um elemento central da nossa democracia.

Na audição estiveram presentes representantes, do «Manifesto em Defesa da Cultura», Cooperativa de Produção Artística Teatro Animação O Bando, CRL, CADA (Artes Visuais – Novos Media), «A Algures, colectivo de Criação» (Montemor-o-Novo/Lisboa), Teatro das Beiras, REDE, Karnart, Artistas Unidos, Escola das Mulheres – Oficina de Teatro, CENA-STE, CGTP, «A Escola da Noite» – Grupo de Teatro de Coimbra,

Teatro Extremo, Coligação Portuguesa de Diversidade Cultural, Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto e CENDREV (Centro Dramático de Évora).

 



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