Greve na TV pública da Noruega contra precariedade

Os trabalhadores da radiotelevisão pública da Noruega (NRK) cumpriram uma greve, dia 15, para exigir a negociação do convénio colectivo e protestar contra a degradação das condições de trabalho dos jornalistas.

A NRK, que permanece o principal meio de comunicação do país, conta actualmente com 1700 jornalistas, mas a administração tem vindo a substituir os efectivos por jovens falsos «freelances», ou seja, jornalistas supostamente independentes que na realidade trabalham em permanência na empresa.

Segundo o Sindicato dos Jornalistas norueguês (Norsk Journalistlag), a administração planeia substituir todos os anos uma centena de efectivos por jornalistas precários.

O Sindicato exige que a empresa proporcione a formação necessária a estes trabalhadores e os integre nos quadros. Ao mesmo tempo reclama que as condições dos contratos temporários e dos «freelances» sejam equivalentes às dos efectivos.

A paralisação teve ainda como objectivo exigir a renegociação da tabela salarial que tem vindo a deteriorar-se. Uma nota da Federação Europeia de Jornalistas, que apoia a greve, afirma que «os jornalistas da NRK ganham menos do que os seus colegas dos grandes meios privados».

O orçamento do grupo público tem sofrido cortes, estimando-se que tenha gasto menos cerca de 500 milhões de coroas norueguesas (550 mil euros) nos últimos cinco anos.

A política de austeridade na empresa tem-se reflectido na qualidade do serviço, no aumento dos ritmos de trabalho, assim como na redução das pensões de reforma dos trabalhadores.




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