Fretilin com provas de «crime eleitoral»

A Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente apresentou junto do Tribunal de Recurso um pedido de apuramento de «crimes eleitorais». A informação foi confirmada no sábado, 19, pelo secretário-geral do partido, Mari Alkatiri, que sem avançar detalhes explicou à Lusa que «o que apresentámos já é substancial [para que as autoridades procedam a uma investigação]».

Ainda assim, o dirigente da Fretilin adiantou que «temos muitas provas em Oecusse. As pessoas continuam traumatizadas. Há carros estranhos com pessoas estranhas que continuam a intimidar».

Na região de Ouecusse, a Fretilin terá perdido para a Aliança de Mudança para o Progresso (AMP), de Xanana Gusmão, mais de 11 mil votos face a 2017, o que contribuiu em boa parte para que a AMP garantisse uma maioria absoluta nas legislativas realizadas no passado dia 12.

Apurados os votos, a AMP obteve 34 deputados em 65, enquanto que a Fretilin manteve os 23 deputados que já detinha e que lhe permitiram, em conjunto com o Partido Democrático (que agora perdeu dois eleitos, ficando com cinco), formar um governo minoritário.

A Fretilin assegura que vai respeitar qualquer que seja a decisão da instância judicial a respeito das suas denúncias de fraude.




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