Aconteu
Portugueses premiados no Festival de Cannes

O filme «Chuva é cantoria na aldeia dos mortos», de João Salaviza e Renée Nader Messora, foi distinguido com o prémio especial do júri da secção «Un Certain Regard» do Festival de Cinema de Cannes, que terminou no sábado, 19, naquela cidade do Sul de França. João Salaviza já havia vencido a Palma de Ouro com a curta-metragem «Arena», em 2009.

Em declarações à agência Lusa, Salaviza não escondeu a satisfação pelo facto de a sua obra estar a ombrear com outros filmes da competição e recordou que se trata de «um filme feito por duas pessoas no meio do mato, sem qualquer coprodução francesa, com 80 mil euros de apoio do ICA [Instituto do Cinema e do Audiovisual].

Também o filme português «Diamantino», de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, venceu o Grande Prémio da Semana da Crítica do Festival.

Trata-se da primeira longa-metragem de ficção de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que conta a história de Diamantino, uma super estrela do futebol mundial, cuja carreira cai em desgraça.


Faleceu António Arnaut

Faleceu, dia 21, António Arnaut aos 82 anos. Presidente honorário do PS desde 2016 foi ministro dos Assuntos Sociais no II Governo Constitucional, deputado à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República, em várias legislaturas.

Poeta e escritor, António Arnaut participou na comissão distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Humberto Delgado em 1958.

António Arnaut era membro da presidência do Conselho Português para a Paz e a Cooperação (CPPC).

Em nota de imprensa, o PCP expressou à família e ao Partido Socialista as suas condolências pelo falecimento do «destacado membro do PS», lembrando o seu «posicionamento antifascista, a sua participação em acções unitárias democráticas», sublinhando a sua «intervenção institucional e o seu empenho na defesa de valores de Abril, nomeadamente no que toca à saúde e a outros direitos sociais e democráticos consagrados na Constituição da República Portuguesa».


Prémio Camões atribuído a Germano Almeida

O escritor cabo-verdiano Germano Almeida é o vencedor do Prémio Camões 2018, segundo decisão unânime do júri, anunciada na segunda-feira, 21.

Nascido em 1945 na ilha da Boavista e a viver actualmente no Mindelo, Germano Almeida é autor de obras como «A Ilha Fantástica», «Os Dois Irmãos» e «O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo», estes dois últimos já adaptados para cinema.

Formado em Direito em Lisboa, é advogado e foi procurador da República de Cabo Verde. Deu os primeiros passos na literatura na década de 1980, numa altura em que cofundou a revista Ponto & Vírgula.


Tiago Rodrigues adere a boicote cultural a Israel

O director artístico do Teatro Nacional D. Maria II, Tiago Rodrigues, cancelou a sua participação num festival em Jerusalém, em Junho, e decidiu aderir ao boicote cultural a Israel.

Num comunicado divulgado dia 17, o actor e encenador explica que decidiu não apresentar os seu espectáculo «porque acredito que é a única forma de garantir que o meu trabalho artístico não servirá para justificar ou apoiar um governo que comete deliberadas violações dos direitos humanos e está actualmente a atacar violentamente o povo palestiniano».


Rússia apresenta central nuclear flutuante

A Rússia apresentou, dia 19, a primeira central nuclear flutuante do mundo durante uma cerimónia em Múrmansk, no Norte do país. O novo equipamento, construído em São Petersburgo e baptizado «Akademik Lomonóssov», destina-se a levar energia a regiões remotas.

O grande bloco flutuante, de 144 metros comprimento e 30 de metros de largura, tem dois reactores com uma capacidade de 35 MW cada e será rebocado até o porto de Pevek, no Extremo Oriente russo, a 350 km ao Norte do círculo ártico, onde irá abastecer a população local e, sobretudo, as plataformas de petróleo.



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