Aconteu
Souto Moura vence Leão de Ouro em Veneza

O arquitecto Eduardo Souto de Moura foi distinguido, dia 26, na abertura da Bienal de Arquitetura de Veneza, com um Leão de Ouro, prémio máximo do certame.

Portugal fez-se representar por 12 edifícios públicos criados por arquitectos portugueses de várias gerações, nos últimos dez anos, e filmes de quatro artistas.

Em declarações à Lusa, Souto Moura disse que o pavilhão de Portugal é um dos melhores da exposição, «com um conjunto de arquitectos que não é fácil encontrar», e considerou a nova distinção como «o reconhecimento do valor e do nível da arquitectura portuguesa».

«Isto tudo vem de uma tradição do Siza [Vieira], do [Fernando] Távora e de outros arquitectos», afirmou, salientando que actualmente «a arquitectura portuguesa é muito bem vista» e tem «uma qualidade superior à da maior parte dos países europeus».


Faleceu Júlio Pomar

O artista plástico Júlio Pomar morreu, dia 22, aos 92 anos no Hospital da Luz, em Lisboa.

Pintor e escultor, nascido em Lisboa em 1926, Júlio Pomar é considerado um dos criadores de referência da arte moderna e contemporânea portuguesa.

O artista deixa uma obra multifacetada que percorre mais de sete décadas, influenciada pela literatura, a resistência política, o erotismo e algumas viagens, como à Amazónia, no Brasil.

Em nota enviada à imprensa, o PCP expressou à família o seu pesar pela morte de Júlio Pomar, considerando que «o artista plástico é autor de uma obra de reconhecido valor iniciada nos anos 1940, que granjeou um elevado prestígio nacional e internacional».

«A sua obra no plano das artes plásticas foi acompanhada de uma intervenção cívica e política em que se integrou a participação no movimento antifascista, designadamente na Comissão Central do MUD Juvenil», refere a nota.

O PCP salienta que Júlio Pomar foi «preso e julgado pelo regime fascista, período em que viu algumas das suas obras apreendidas pela PIDE e foi afastado do ensino», referindo ainda que «fez parte de um movimento mais geral de intelectuais destacados que lutaram pela liberdade e democracia.»


Feira do Livro abriu em Lisboa

A 88.ª Feira do Livro de Lisboa abriu, dia 25, no Parque Eduardo VII, com mais oito pavilhões, mais 25 marcas editoriais e mais espaços de sombra.

A edição deste ano decorre até dia 13 de Junho e conta com um total de 294 pavilhões e com a presença de 626 marcas editoriais/editoras, ocupando 23 mil metros quadrados, ou seja, mais três mil do que em 2017.

Segundo a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL), o certamente funcionará este ano com um novo horário considerado mais adequado para famílias com crianças. Assim, a hora de encerramento passa das 23 horas para as 22 horas, antecipando também a «Hora H», momento de descontos especiais.

Esta edição vai contar também com um espaço «selfie», para tirar e partilhar fotografias panorâmicas da cidade e uma exposição retrospectiva de todas as edições da feira, intitulada «88 anos de imagens com história».


35.º Festival de Almada

Quatro estreias em dez produções portuguesas e 15 espectáculos estrangeiros fazem parte da programação do 35.º Festival de Almada, que decorrerá 4 a 18 de Julho, anunciou, dia 27 a Companhia de Teatro de Almada (CTA).

O certame, cuja programação será apresentada oficialmente no dia 15 de Junho, chegou a estar em risco, devido à diminuição de verbas da Direcção-Geral das Artes (DGArtes).

Apesar das dificuldades financeiras, o maior evento teatral do País promete uma das edições mais diversificadas de sempre e já tem à venda assinaturas com promoções especiais.


Palmela assinala iluminação eléctrica

A Câmara de Palmela assinala os 80 anos de iluminação pública eléctrica, instalada pela primeira vez em 1938.

No entanto a luz eléctrica demorou várias décadas a estender-se a todos os lugares do concelho, progresso que só se concretizou no pós-25 de Abril de 1974, com a intervenção do poder local democrático. Este percurso está patente na Galeria da Biblioteca Municipal.



Resumo da Semana
Frases