Muitas empresas impõem horários
sem negociar
Greves marcadas na Autoeuropa e Petrogal

LUTA Os trabalhadores da Autoeuropa paralisam a 9 de Junho, dia da manifestação nacional da CGTP-IN, enquanto na Petrogal há greve entre 11 e 16. Horários, salários e negociação são questões centrais.

Na fábrica da Volkswagen em Palmela, a greve convocada pelo SITE Sul visa demonstrar o descontentamento dos trabalhadores face à tentativa de imposição, por parte da administração, do horário designado «AE 19» e respectiva compensação, sem qualquer negociação com os representantes dos trabalhadores. O sindicato apela também à participação na manifestação nacional marcada para esse dia, em Lisboa.
Para além da forma como o processo decorreu, é também a proposta em concreto que desagrada ao sindicato: «o «valor da compensação financeira pela prática do novo horário “AE 19” fica muito aquém das expectativas dos trabalhadores e do que a empresa e o grupo VW podem pagar», lê-se no comunicado do SITE-Sul, de dia 28. Também o início e término da vigência do novo horário deveria estar claramente definido, e não está, acrescenta-se.
Na reunião com a administração, realizada no dia 23, a comissão sindical e representantes do SITE Sul e da Fiequimetal exigiram também a realização de investimentos na fábrica, «de maneira a aumentar a capacidade produtiva e cumprir ou superar os volumes de produção previstos, criar mais emprego e voltar a praticar horários menos penosos». Nesse mesmo dia, o sindicato esteve reunido com a Comissão de Trabalhadores, com quem converge no «desagrado e descontentamento perante a decisão da empresa».

Negociação
e direitos

Na Petrogal, a paralisação é a resposta da Fiequimetal/CGTP-IN à «simulação de negociação» pretendida pela administração, a quem acusa de levar por diante uma «manobra de diversão» utilizando para tal o próprio ministro do Trabalho. A jornada de luta constitui igualmente um momento para travar a «continuada perda de direitos dos últimos anos», exigir aumentos salariais e a manutenção dos regimes de saúde e regalias sociais.
A greve realiza-se entre 11 e 16 de Junho, de forma diversa para os trabalhadores de vários locais. Todo e qualquer tipo de trabalho suplementar prestado nesse período encontra-se abrangido pela paralisação.

 



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