Corrupção no PP precipitou queda de Rajoy
Moção de censura derruba governo de Rajoy

ESPANHA O parlamento espanhol aprovou, dia 1, por 180 votos a favor e 169 contra, a moção de censura apresentada pelo PSOE, destituindo o governo de direita do PP liderado por Mariano Rajoy.

Em resultado da votação, Pedro Sánchez, líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), ascendeu ao cargo de presidente do governo, apesar de apenas ter 84 dos 350 deputados do parlamento espanhol.

Para reunir os 180 deputados necessários à aprovação da moção o PSOE teve o apoio do Unidos Podemos (67), da Esquerda Republicana da Catalunha (9), do Partido Democrático e Europeu da Catalunha (8), do Partido Nacionalista Basco (5), do Compromís (4), do EH Bildu (2), e da Nueva Canarias (1).

No campo contrário estiveram 169 votos deputados divididos pelo PP (134), Cidadãos (32), União do Povo de Navarra (2) e o Foro Astúrias (1). O único deputado da Coligação Canária (regional) absteve-se.

A queda do executivo de Mariano Rajoy, que esteve seis anos no poder, foi provocada pela condenação, dia 24 de Maio, por corrupção, de vários ex-membros do PP a pesadas penas de prisão, sentença que também atingiu o próprio partido por ter beneficiado com o esquema de corrupção.

O partido Cidadãos (direita) retirou o apoio que até agora dava ao PP, mas recusou votar favoravelmente a moção de censura.

Governo catalão toma posse

O novo governo da Catalunha tomou posse, dia 2, pondo fim a um impasse de sete meses, em que a região ficou sob a tutela do governo central.

O presidente do executivo catalão, Quim Torra, aceitou substituir quatro membros da lista inicial, vetados por Madrid por estarem na prisão ou exilados no estrangeiro, acusados de delitos de rebelião no quadro do processo de independência.

 



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