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Ryanair reconhece sindicatos em Itália

A companhia aérea de baixo custo Ryanair anunciou, dia 6, que reconheceu formalmente dois sindicatos que representam o pessoal de cabine em Itália.

Este primeiro acordo foi assinado com as organizações sindicais ANPAC e ANPAV, representativas do pessoal de cabine, num momento em que estes trabalhadores não só em Itália, mas também em Portugal, Espanha e na Bélgica, ameaçavam fazer uma greve conjunta, tendo dado à Ryanair um prazo até ao final do mês para aceitar as suas reivindicações.

Anteriormente, igualmente na sequência de uma série de greves, a companhia foi obrigada a negociar com os sindicatos, tendo recentemente concluído acordos com sindicatos de pilotos em Itália e no Reino Unido.

«Estamos a fazer progressos com outros sindicatos de pessoal de cabine na Europa e esperamos assinar mais acordos reconhecendo sindicatos de pilotos e tripulantes de cabine nas próximas semanas», declarou Eddie Wilson, responsável pelo pessoal da Ryanair.

Os sindicatos querem que a companhia aplique a legislação vigente em cada país e que conceda condições de trabalho iguais aos trabalhadores com vínculo à companhia e contratados via empresas de trabalho temporário.


Áustria fecha mesquitas e expulsa imãs

O governo austríaco desencadeou, dia 8, uma ofensiva contra o islamismo, anunciando o encerramento de sete mesquitas acusadas de difundir ideias extremistas e a expulsão de 60 chefes religiosos, com as respectivas famílias, que alegadamente recebem financiamentos da Turquia.

A iniciativa foi de imediato qualificada por Ankara como «islamófoba» e «racista».

Segundo declarou o chanceler Sebastian Kurz, conservador que governa com a extrema-direita do FPO, «as sociedades paralelas, o islão político e o extremismo não têm lugar na Áustria».

No país, que tem uma população de 8,8 milhões de habitantes, vivem cerca de 700 mil muçulmanos.