Guatemaltecos querem demissão do presidente

Milhares de pessoas exigiram a saída do presidente da Guatemala Jimmy Morales, que acusam de incapacidade para lidar com a emergência e de mentir a respeito do número de vítimas provocadas pela erupção do Vulcão de Fogo. Números oficiais indicam que o fenómeno ocorrido no domingo, 3, causou a morte a pouco mais de 300 pessoas (110 corpos foram resgatados e estima-se que perto de 200 se encontrem soterrados) e afectou cerca de 1,7 milhões em três regiões.

Porém, os manifestantes que na noite de sábado, 9, desfilaram pacificamente na capital do país consideram o número oficial de vítimas mortais e de desaparecidos muito abaixo da realidade, argumentando que só nas localidades arrasadas pelas torrentes de lava, pela cinza e pedras vulcânicas viviam pelo menos 8500 pessoas.

Acrescem as críticas à insuficiente e descoordenada resposta de emergência por parte das autoridades, tanto mais preocupante quanto se prevê que a chuva possa arrastar toneladas de pedras e árvores causando nova catástrofe.

Acrescem, ainda, acusações, fundamentadas em relatos de sobreviventes e investigações jornalísticas entretanto publicadas, de que o governo e a protecção civil guatemaltecos tardaram em accionar um plano de evacuação, e de que quando o fizeram deram prioridade à retirada dos habitantes das zonas ricas e dos turistas alojados em unidades hoteleiras de luxo, entre os quais não se registaram vítimas.




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