Breves
Governo Trump ameaça direitos civis

O líder da Associação Nacional para o Progresso das Pessoas de Cor (Naacp), Derrick Johnson, propôs novas estratégias para defender os direitos civis nos Estados Unidos, ameaçados pela administração Trump. Exortou a que se aproveite a 109.ª convenção da associação, de 14 a 18 de Julho, no Texas, para «analisar as realidades políticas» e garantir que os membros das comunidades afrodescendentes participem plenamente nas eleições legislativas de Novembro». E denunciou a «purga» de milhares de cidadãos negros nos cadernos eleitorais, em Ohio, na Georgia e noutros estados, impedindo-os de votar nas eleições presidenciais de 2016.


Protestos nos EUA contra política de imigração

Milhares de pessoas protestaram em dezenas de cidades estado-unidenses contra a política governamental de separar as famílias de imigrantes detidas na fronteira sul. Os manifestantes qualificaram de «desumana e imoral» a prática de separar os filhos das suas mães. Quase 20 cidades da Califórnia juntaram-se à iniciativa, que contou com a participação de defensores dos imigrantes, grupos religiosos, sindicatos, congressistas democratas e estudantes. Uma entidade federal informou que, apenas de 7 a 21 de Maio, 658 crianças foram separadas de 638 adultos detidos na fronteira.


Presidente do Irão denuncia «hipocrisia»

O presidente do Irão, Hassan Rohani, denunciou a hipocrisia dos EUA que, sujos de sangue pelas suas intervenções bélicas na Ásia e no Médio Oriente, falam de «paz e conciliação». Num discurso por ocasião do Eid al-Fitr, o fim do mês sagrado muçulmano do Ramadão, afirmou que um país que invadiu com tropas ou ajudou agressões armadas no Afeganistão, Iraque, Síria e Iémen, «esconde-se sob a máscara do pacifismo e do diálogo». O dirigente persa referiu-se também a Israel que, por um lado, assassina palestinianos todos os dias e, por outro, procura apresentar uma imagem falsa do Irão e do seu povo.


Sahel enfrenta crise alimentar

A crise alimentar no Sahel ameaça a vida de seis milhões de pessoas, alerta a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), das Nações Unidas. Os países em maior risco são Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal, onde a ONU diz que um milhão e 600 mil crianças sofrem de malnutrição severa por as famílias carecerem de meios para as alimentar. O Sahel é uma faixa de cinco mil e 400 quilómetros que atravessa a África desde o Atlântico até ao Mar Vermelho, abarcando o Senegal, o sul da Mauritânia, o Mali, o norte do Burkina Faso, o extremo meridional da Argélia, o Níger, o norte da Nigéria, a zona central do Chade e do Sudão, a Eritreia e a parte setentrional da Etiópia.


Evo Morales visita Rússia e China

O presidente boliviano assinou em Moscovo acordos de cooperação com a Rússia, nomeadamente com a empresa estatal Gazprom, que vai investir mil milhões de dólares na exploração e comercialização de gás natural na Bolívia. Evo Morales, que teve um encontro com o homólogo russo, Vladimir Putin, assistiu na capital russa à abertura do mundial de futebol. Viajou depois para Haia, onde a Bolívia trava um diferendo com o Chile, acerca da soberania das águas do rio Silala. Morales visitou em seguida a China, tendo-se reunido com o presidente Xi Jinping e assinado importantes acordos económicos com Pequim.


Jordânia forçada a mudar de governo

O rei jordano, Abdallah II, deu posse ao novo governo, dirigido pelo primeiro-ministro Omar al-Razzaz, cuja missão é conter os maiores protestos populares dos últimos anos. As medidas económicas e sociais do anterior chefe do governo, Hani Mulki, recomendadas pelo Fundo Monetário Internacional, provocaram grandes manifestações que, segundo a Prensa Latina, «fizeram tremer o reino». Mulki aumentou os impostos, o que levou milhares de pessoas a saírem à rua, manifestando-se contra as medidas fiscais e a subida dos preços do pão, dos combustíveis e da electricidade.