Breves
PORTALEGRE
Barragem do Pisão é investimento necessário

«Após a aprovação, por unanimidade, da Resolução proposta pelo Grupo Parlamentar do PCP para a construção da barragem do Pisão na Assembleia da República, o Governo PS não tem desculpa se não decidir e definir as respectivas verbas para a construção deste importante empreendimento.» Esta é a posição expressa no dia 11 pelo Secretariado da Direcção da Organização Regional de Portalegre do Partido, para quem esta a construção da Barragem do Pisão não é uma despesa, mas um «investimento produtivo necessário ao desenvolvimento da região». Assim, o Governo não pode invocar falta de verbas nem argumentar com outras prioridades. O investimento no interior e o armazenamento de água são questões prioritárias, garante. No distrito de Portalegre, a agricultura mantém ainda grande expressão e apresenta «grandes possibilidades de crescimento», potenciador da actividade industrial, acrescenta.


MIRA
Falta de limpeza no bairro do Areeiro

Uma delegação do PCP visitou o bairro do Arreiro, no concelho de Mira, a pedido dos seus habitantes, preocupados com a falta de limpeza das áreas circundantes das habitações. Este bairro, parte dele em construção de madeira, foi fortemente atingindo pelos incêndios do ano passado: quatro habitações arderam e as restantes estiveram em risco. A delegação do Partido pôde observar no local que muito embora parte da área de mato, pinhal e eucaliptos tivesse sido limpa, já se encontra hoje num estado que se pode considerar perigoso para os moradores. A área de mato que é propriedade da autarquia não sofreu qualquer intervenção. Para além das preocupações com os riscos de incêndio, os moradores sentem-se abandonados pelas autarquias, as quais acusam de não cuidarem das áreas comuns: mato e erva, ruas degradadas, esburacadas e em terra batida são o retrato desse abandono.


AÇORES
Sector conserveiro necessita de apoio

Numa conferência de imprensa no dia 7 na capital da ilha de São Jorge, Velas, o coordenador regional dos Açores do PCP reafirmou as preocupações dos comunistas quanto ao sector conserveiro no arquipélago. Limitado hoje a quatro empresas (Cofaco Açores e Corretora, em São Miguel; Pescatum, na Terceira; e a pública Santa Catarina, em São Jorge), a maioria das quais descapitalizadas, o sector é, ainda assim, responsável por cerca de 23 milhões euros de exportações para fora do território nacional, 24 milhões para Portugal continental e cerca de três milhões nos Açores, realçou o dirigente comunista. Representa, assim, 24 por cento do valor total de exportações dos Açores para fora do País e envolve 600 postos de trabalho.