Aconteu
160 mil jovens não estudam nem trabalham

Cerca de dez por cento da população jovem portuguesa não estudam nem trabalham, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), divulgados dia 19.

Ao todo são mais de 160 mil jovens que vivem num impasse, dos quais 50,2 por cento são do sexo feminino e 49,8 por cento do sexo masculino. No que respeita a idades, 45 por cento têm entre 20 e 24 anos, 41 por cento entre 15 e 19 anos e 14 por cento estão distribuídos por outras faixas etárias.

O estudo indica ainda que a baixa qualificação aumenta em cerca de três vezes a probabilidade de se entrar nesta situação: 41 por cento dos jovens desocupados têm o 9.º ano de escolaridade, 42 por cento o ensino secundário e 17 por cento distribuem-se por habilitações académicas mais elevadas.


Consumo dos portugueses abaixo da média europeia

Portugal teve, em 2017, um consumo individual efectivo que corresponde a apenas 83 por cento da média da União Europeia, ocupando o 16.º lugar, numa lista que é encabeçada pelo Luxemburgo (130%) e termina com a Bulgária (55%).

Segundo indicou, dia 19, o gabinete de estatística da União Europeia (Eurostat), Portugal está no grupo de países onde o consumo efectivo individual (CEI) é entre 10 e 20 por cento inferior à média da UE, abaixo da Espanha (90%) e da Lituânia (88%) e acima da República Checa (80%).

Dez outros países apresentam um CEI superior à média, onde se contam, para além do Luxemburgo, a Alemanha (122%), a Áustria (118%), o Reino Unido (114%), a Finlândia (113%), a Bélgica e a Dinamarca (ambos com 112%), a Holanda (110%), a França e Suécia (ambos com 109%).

O consumo efectivo individual é um indicador do nível de bem-estar material das famílias, calculado em paridades de poder de compra, que quantifica os bens e serviços efectivamente consumidos pela população.


Siza Vieira homenageado na Universidade do Porto

Álvaro Siza Vieira, o arquitecto contemporâneo português mais premiado, que completou 85 anos na passada segunda-feira, 25, recebeu a Medalha de Mérito da Universidade do Porto.

A distinção foi entregue, dia 19, durante uma cerimónia realizada na Faculdade de Arquitectura da universidade portuense, por ocasião da inauguração da exposição «Neighbourhood: Where Alvaro meets Aldo», que representou Portugal na Bienal de Arquitectura de Veneza de 2016.

Baseada numa obra que começou depois da revolução de Abril de 1974, no domínio da habitação social, a exposição, patente até 17 de Setembro, reflecte os projectos de Álvaro Siza Vieira em Berlim, Haia, Veneza e no Bairro da Bouça, no Porto, nos quais se encontra com o estilo do arquitecto italiano Aldo Rossi.


Faleceu Amândio Secca

O presidente da Cooperativa Árvore e membro dos seus corpos sociais desde 1972, Amândio Fernandes Secca, faleceu, dia 25, com 92 anos.

Em nota de imprensa, a Direcção Regional do Porto do PCP salienta que Amândio Secca «foi um destacado militante antifascista e, após o 25 de Abril, teve um papel de relevo na intervenção cultural e cívica».

«A Cooperativa Árvore, de que foi presidente durante largos anos, foi sempre uma casa de resistência à ditadura fascista, aberta às causas da democracia e da liberdade, um espaço de estímulo à criação e fruição cultural».

Amândio Secca «foi candidato e eleito nas listas da CDU aos órgãos autárquicos da cidade do Porto e teve, desde sempre, uma relação de colaboração com a Organização Regional do Porto do PCP e, em particular, com o seu Sector Intelectual».

«Figura incontornável da cultura na cidade e na região, deixa um destacado exemplo de luta pela liberdade e a democracia, tendo contribuído de forma indelével para a divulgação e acesso generalizado à cultura», conclui a nota da DORP, prestando homenagem ao falecido e endereçando à família e amigos as suas condolências e solidariedade.



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