Breves
AÇORES
PCP rejeita uso da Sinaga para negócios imobiliários

«Qual o futuro da Sinaga enquanto unidade de transformação? A venda dos terrenos de Ponta Delgada será o fim da Sinaga ou estará associada a esta operação a construção de uma nova fábrica? Dito na sua forma mais simples: como irá ser utilizado o produto financeiro da venda do património da Sinaga?» Estas são algumas das perguntas feitas pela Direcção da Organização da Região Autónoma dos Açores do PCP, numa nota publicada a 15 de Junho na qual reage ao anúncio feito pelo presidente do Conselho de Administração da Sinaga, sob orientação do Governo Regional, de que o «valioso património constituído pelos terrenos de implantação da fábrica» iria ser vendido em lotes. Lembrando que este objectivo não é de hoje, o PCP insiste na viabilização da fábrica de açúcar de beterraba, alargando-a a outros produtos, garantindo que a sustentabilidade da economia regional «só é possível com o reforço e desenvolvimento do sector produtivo».


AVEIRO
Em defesa do Serviço Nacional de Saúde

O PCP iniciou, no distrito de Aveiro, uma jornada em defesa do Serviço Nacional de Saúde no Centro Hospitalar entre Douro e Vouga, em Santa Maria da Feira. Aos profissionais e utentes dessa instituição foi distribuído um folheto em que se denuncia a degradação e desinvestimento no SNS e se apresenta as propostas do Partido para o valorizar. Durante esse contacto os comunistas ficaram a conhecer melhor os problemas daquele hospital, nomeadamente a falta de auxiliares e enfermeiros, a sobrelotação e a dificuldade de dar resposta às necessidades básicas. A dimensão desta unidade hospitalar está aquém do que era preciso, uma vez que aquando da sua construção a resposta que estava no seu âmbito era mais reduzida. Com o encerramento de hospitais nas imediações, a situação tornou-se insustentável.


BEJA
São necessários investimentos na ferrovia

 

«Hipocrisia política inqualificável» é como a Direcção da Organização Regional de Beja do PCP analisa as declarações do ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, ao apresentar o Programa Nacional de Investimentos 2030. Para os comunistas, o desejo expresso pelo governante de um país «mais competitivo, mais convergente, com maior coesão territorial e maior sustentabilidade em todo o território» esbarra com a opção de deixar de fora dos investimentos ferroviários o maior distrito em termos territoriais. Há muito que o PCP exige a modernização da rede ferroviária no distrito, incluindo a electrificação da linha entre Beja e Casa Branca, numa primeira fase, e a requalificação entre Beja e Funcheira, numa segunda, repondo a ligação directa ao Algarve.