Acordo no eurogrupo mantém Grécia sob tutela

Os ministros das Finanças da zona euro chegaram a acordo, dia 22, no Luxemburgo, sobre as condições do fim do chamado «programa de assistência» à Grécia.

O acordo estabelece medidas de alívio da dívida grega, o prolongamento dos prazos de pagamento dos empréstimos e a entrega da última fatia da «ajuda financeira», prevendo ao mesmo tempo uma vigilância reforçada pós-programa.

Uma parte dos empréstimos só deverá ser reembolsada a partir de 2032, em vez de 2022, como estava previsto até agora.

Quanto à fatia financeira de 15 mil milhões de euros, concedidos após o parlamento grego ter aprovado um pacote de 88 reformas exigidas pelos credores, 5,5 mil milhões serão destinados ao pagamento do serviço da dívida, e os restantes 9,5 mil milhões elevarão a «almofada financeira» para um montante de mais de 24 mil milhões de euros, considerado suficiente para fazer face às necessidades de financiamento nos próximos 22 meses.

Entretanto, após o final do programa, em Agosto, a Grécia continuará sob uma vigilância apertada por parte da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.

O Estado grego fica obrigado a alcançar um excedente orçamental primário (antes de juros) de 3,5 por cento já em 2022, excedente que deverá ser mantido até 2060, pelo menos ao nível de 2,2 por cento por ano.

Na mesma semana, o governo alemão reconheceu ter lucrado cerca de 2900 mil milhões de euros com a crise financeira grega.

Em resposta a uma pergunta do grupo parlamentar «Os Verdes», o executivo admitiu que o Banco Central da Alemanha obteve ganhos importantes, designadamente com o programa de compra de títulos de dívida grega, a maioria dos quais foram transferidos para os orçamentos do Estado.

Sven-Christian Kindler, porta-voz de «Os Verdes», declarou que «não é aceitável que o governo consolide os orçamentos alemães com os benefícios da crise grega».




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