A liberalização do sector energético é causa do aumento de preços
Urge garantir a soberania e a segurança energéticas

INICIATIVA Intervindo num jantar do PCP no Fundão, dia 22, Jerónimo de Sousa reafirmou a necessidade de recuperar o controlo público do sector energético, essencial para o desenvolvimento do País.

A iniciativa em que o Secretário-geral do Partido participou inseria-se na campanha «Valorizar os Trabalhadores – Mais força ao PCP», pelo que as questões relacionadas com as alterações às leis laborais, que estarão em debate e votação parlamentares no próximo dia 6, ocuparam um lugar destacado na sua intervenção, como na de Vladimiro Vale, da Comissão Política. Também a mobilização para a concentração sindical que nesse mesmo dia terá lugar junto à Assembleia da República mereceu referências especiais por parte dos dirigentes comunistas.

Jerónimo de Sousa guardou umas palavras para a questão do preço dos combustíveis, que esteve em foco por esses dias. A esse propósito, o Secretário-geral do Partido denunciou a fragilidade dos argumentos esgrimidos por várias entidades: as petrolíferas justificam-nos com a «subida do preço do petróleo», PSD e CDS com os «impostos», enquanto o Governo opta por fingir que «o problema não existe».

Para o PCP, reafirmou, «há razões de fundo para que em Portugal se paguem dos mais altos preços pelos combustíveis na União Europeia», entre as quais se contam: a privatização da GALP por governos de PS, PSD, CDS; a liberalização dos preços dos combustíveis por um governo PSD/CDS, com o apoio do PS; a cartelização dos preços pelas petrolíferas; e a ausência de uma política liberta dos interesses dos monopólios que tenha como objectivo assegurar a soberania e a segurança energética do País.




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