O novo presidente da República promete acabar com a corrupção
Obrador vence eleições no México

VITÓRIA Nas eleições no México, no dia 1, López Obrador, e líder do Movimento de Regeneração Nacional (Morena), do centro-esquerda, ganhou em 31 dos 32 estados e foi eleito presidente da República.

O Programa de Resultados Eleitorais Preliminares atribuiu a López Obrador 24 milhões e 100 mil votos (52,9%) e a Ricardo Anaya, de direita, 10 milhões e 250 mil votos (22,4%). Atrás ficou José António Meade, do Partido Revolucionário Institucional, no governo, com sete milhões e 470 mil votos (16,4%). O independente Jaime Calderón obteve dois milhões e 330 mil votos.

Votaram 62,6% dos eleitores inscritos, a mesma taxa registada nas eleições de 2012, quando foi eleito o actual presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.

Com a sua vitória eleitoral, esperada, López Obrador converte-se agora na esperança do México. O slogan da coligação liderada pelo Morena, que incluía o Partido do Trabalho, foi, precisamente, «Juntos Faremos História».

Na sua terceira candidatura, López Obrador conquistou o triunfo – um prémio às propostas de acabar com a corrupção da «máfia do poder» e ao seu permanente peregrinar por todo o país. Além disso, prometeu pacificar o México, pôr cobro à impunidade, procurar os desaparecidos e governar com equidade e sem exclusões.

Além da vitória de López Obrador, o Morena – o mais jovem partido nacional – elegeu vários governadores, ganhou o governo da Cidade do México e consegue importantes posições no Congresso.

López Obrador, considerado um homem de esquerda «na tradição mexicana», tinha prometido que, em caso de vitória, iria estabelecer um programa de mudanças profundas, com ênfase nos serviços sociais como a saúde e a educação, e rever as políticas de liberalização económica dos últimos anos, em especial as do estratégico sector dos combustíveis.

O seu triunfo poderá significar um impulso para a causa progressista na América Latina, mas terá de enfrentar com êxito vários desafios. No plano interno, o combate à violência política e o crime organizado, a luta contra a corrupção e a impunidade e a batalha contra a pobreza e as desigualdades sociais (1% dos mexicanos acumula 21% da riqueza do país). No plano internacional, a prioridade será o relacionamento com os EUA de Donald Trump, com as suas políticas contra os imigrantes e proteccionistas.




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