Continuar o combate pela reposição de direitos e rendimentos
PCP pede mais força para construir a alternativa

COMPROMISSO Na Foz do Arelho, Jerónimo de Sousa rejeitou «pressões» e «condicionalismos» face às ameaças de recalendarização eleitoral, por parte de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, para a aprovação do Orçamento do Estado (OE). «O compromisso que o PCP tem é com os trabalhadores, o povo e o País», assegurou.

Centenas de pessoas participaram, domingo, 1 de Julho, na «Festa de Verão» da Organização Regional de Leiria do PCP, realizada junto às margens da Lagoa de Óbidos e do Penedo Furado.
Antes do almoço, preparado pelos camaradas da região, havia um espaço que fez as delícias da pequenada, onde não faltaram as pinturas e jogos para desenvolver a motricidade das crianças. No local havia, também, espaços de venda de artesanato, produtos regionais, venda de livros, quermesse e bar com doçaria variada. Antes das intervenções políticas actuou o duo Nelson e Joaquim Rodrigues, com músicas de intervenção de José Afonso e de Sérgio Godinho, entre outros autores.
No comício do PCP subiram ao palco Catarina Gomes, da Direcção da Organização Regional de Leiria (DORLEI) e da JCP, José Carlos Faria, da Comissão Concelhia das Caldas da Rainha e do Executivo da DORLEI, André Martelo, Filipe Rodrigues, José Luís Sousa e Vítor Fernandes, do Secretariado da DORLEI, Ângelo Alves, da Comissão Política e responsável pela Organização Regional de Leiria, Manuela Pinto Ângelo, do Secretariado, e Jerónimo de Sousa.

Política de desastre
nacional

O Secretário-geral do PCP alertou para as «rearrumações de posicionamento no quadro partidário», mas também para as «operações de branqueamento» do anterior governo, do PSD/CDS, visando «dificultar e inviabilizar a concretização da verdadeira solução política para os problemas do País» e «salvar a política de direita».
«Os mesmos protagonistas que deram vida a décadas dessa política de desastre nacional» estão empenhados na «procura de soluções que garantam uma base de sustentação futura para a sua concretização, seja por via de um novo governo PS sozinho, seja em aliança, mais ou menos informal, com o PSD e CDS», apontou.
Também «as declarações convergentes do Presidente da República e do primeiro-ministro sobre o OE para 2019 e a sua inevitável aprovação», seguindo, a não ser assim, a perspectiva de eleições antecipadas, mereceram as críticas de Jerónimo de Sousa, que condenou a «tentativa de condicionamento político», num «exercício para reduzir as opções e orientações gerais da política do Governo ao conteúdo do OE».
«Há mais vida e mais opções de política para lá do OE e a avaliação da situação política nacional e da acção do Governo minoritário do PS não se resume ao estrito exame do seu conteúdo e das medidas e políticas que comporta», assegurou o Secretário- -geral do PCP.

Organização mais forte

Para «ir mais longe» na «reposição de direitos e elevação das condições de vida do povo e construir a alternativa patriótica e de esquerda», Jerónimo de Sousa reafirmou que «é preciso dar mais força ao PCP», aumentando a sua «representação nas instituições» e «contribuindo para o seu reforço orgânico», a «chave do êxito de muitos combates».

Muito por fazer nas zonas atingidas
pelos incêndios

Jerónimo de Sousa recordou que o Partido visitou, recentemente, Pedrogão Grande, no distrito de Leiria, onde começou, a 17 de Junho de 2017, um forte incêndio que se alastrou a Figueiró dos Vinhos, Castanheira de Pera, Penela, Pampilhosa da Serra e Sertã, causando 64 mortos, mais de 200 feridos e prejuízos de centenas de milhões de euros. Mais de 500 habitações foram afectadas.

«Aquilo que testemunhámos é um misto de preocupação e de frustração», salientou, manifestando «preocupação» porque, apesar de algumas medidas, «está muito por fazer para evitar de facto que novas catástrofes se venham a verificar». «Responsabilizaram-se as populações pela limpeza de terrenos, mas tardam medidas concretas de ordenamento florestal, de apoio aos bombeiros e de todo um conjunto de medidas de prevenção que são da responsabilidade do Estado», criticou.

Como exemplo, informou que, um ano depois, o Pinhal de Leiria está – para lá do que a natureza e a generosidade das populações fizeram – «exactamente na mesma situação que estava após os incêndios».

 



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