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FARO PCP quer reabrir Parque de Campismo

A Comissão Concelhia de Faro do PCP reagiu através de um comunicado de dia 3 a notícias vindas a público dando conta da prometida requalificação do Parque de Campismo da Praia de Faro por parte do executivo PSD na Câmara Municipal. Encerrado desde 2003, o parque de campismo está actualmente à responsabilidade da Associação de Utentes e Amigos do Parque de Campismo de Praia de Faro (AUAPCPF). Contudo, lembra o PCP, tal não se deve à vontade desta entidade, mas pelo facto de os poderes públicos terem abdicado das suas responsabilidades para com este equipamento municipal.

Os comunistas reafirmam a defesa que desde há muito fazem da elaboração e execução de um projecto de reabilitação do parque de campismo, «dotando-o de todas as condições legalmente exigíveis, em que seja assegurado o seu funcionamento através de gestão pública municipal. Na elaboração do seu regulamento, acrescentam, deve ser tido em conta a «ponderação, articulação e harmonização de factores como a sazonalidade, a rotatividade, o preço e a memória histórico-social dos seus utentes de décadas». Para tal a participação da AUAPCPF é essencial.


MADEIRA Negócios com ambiente engorda privados

«Milhares de prejuízos com o lixo para satisfação de clientelas privadas». É este o título do comunicado emitido no dia 9 pela Direcção da Organização da Região Autónoma da Madeira do PCP, no qual denuncia os negócios com o ambiente praticados no arquipélago. Lembrando a suspensão da construção da unidade de tratamento térmico de lixo hospitalar Dr. Nélio Mendonça – que já se encontrava em concretização quando o actual Governo Regional tomou posse e que seria comparticipado em 85 por cento por fundos da UE –, o Partido realça que a região continua, assim, a ter «custos elevadíssimos com aqueles resíduos»: só no expedir para o continente dos lixos hospitalares são gastos cerca de 50 mil euros por ano e nos nos contentores incineráveis a região gasta anualmente mais de 400 mil euros.

A situação, recorda-se, arrasta-se desde 2015, quando o Governo Regional se comprometeu a apresentar uma alternativa, a curto prazo, para estes resíduos. Após ter anunciado diversos adiamentos, terminado o primeiro semestre de 2018 «tudo está por fazer». Perante a suspensão da obra e o adiamento da solução alternativa que, garante, «deveria permitir uma poupança de cerca de meio milhão de euros/ano», o PCP questiona: «a quem serve este negócio do lixo? Quem está a lucrar neste esbanjamento de dinheiros públicos? A quem dá fortuna o lixo? Que clientelas estão a ser servidas pelo Governo Regional?»