Cimeira entre Putin e Trump melhora relações Rússia-EUA

Os presidentes da Rússia e dos Estados Unidos reuniram-se em Helsínquia, na segunda-feira, 16, numa cimeira que pode melhorar as relações entre os dois países.

Vladimir Putin e Donald Trump dialogaram durante mais de duas horas frente a frente – apenas com os intérpretes –, tiveram um almoço de trabalho acompanhados pelas suas delegações e participaram numa conferência de imprensa conjunta, no palácio presidencial da capital finlandesa. Os chefes da diplomacia russo, Serguei Lavrov, e estado-unidense, Michael Pompeo, estiveram também reunidos a dois, antes de se juntarem às delegações.

Putin declarou aos jornalistas que a cimeira decorreu num «ambiente franco e profissional» e que as conversas foram «exitosas e úteis», manifestando a esperança de que sejam os primeiros passos para melhorar as relações entre a Rússia e os EUA. Realçou que ambos os países enfrentam desafios e riscos comuns e que é necessário que unam esforços. E propôs que a Rússia e os EUA liderem juntos o estabelecimento da paz e a cooperação humanitária na Síria.

Por seu lado, Trump afirmou que a reunião na Finlândia foi «só o começo de um longo processo» nas relações bilaterais entre Washington e Moscovo, especificando que se tratou de um «muito bom começo». Para o presidente norte-americano, as relações entre a Rússia e os EUA nunca foram piores do que na actualidade, mas «a situação mudou radicalmente depois da cimeira de Helsínquia». E está seguro de que os dois países trabalharão em conjunto na desnuclearização da península coreana e em outras questões.

Sobre a alegada interferência de Moscovo nas eleições presidenciais estado-unidenses de 2016, Putin desmentiu uma vez mais tais acusações. E Trump reafirmou que não houve qualquer conluio dos republicanos com os russos e que a única razão da vitória eleitoral sobre os democratas foi a sua «brilhante campanha eleitoral».




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