Câmara de Coruche recusa sancionar empreiteiro da Ponte de Santa Justa

A Câmara Municipal de Coruche, (CMC) de maioria PS, deliberou, no passado dia 11, pagar à Aquino Construções, S.A. a verba de 26 541,97 euros a título de «custos com a suspensão da empreitada» da reparação da Ponte de Santa Justa.

Os vereadores da CDU opuseram-se a este pagamento. «Quando foi aprovada a suspensão da empreitada (devido, segundo o presidente da Câmara, à subida repentina do nível da água no rio, que originou o aluimento da plataforma de trabalho)» verificava-se «um atraso de quatro semanas na execução da obra», referem os eleitos da Coligação PCP/PEV, considerando que os «custos pela suspensão da empreitada não deviam ser imputados» à autarquia, «porque são da responsabilidade do empreiteiro».

O atraso na obra que originou a sua suspensão durante 34 dias, causou perturbações, transtornos e prejuízos incalculáveis na vida da população do Couço e em particular na de Santa Justa. Também a CMC, que teve de deslocar para Santa Justa meios de socorro e de transporte, foi lesada em milhares de euros.

Perante estes factos, e comprovada a responsabilidade do empreiteiro no atraso da conclusão da obra, os vereadores da CDU propuseram que à Aquino Construções, S.A. «fosse aplicada a sanção pecuniária no valor de 37 608,22 euros, relativa ao atraso de 38 dias, já descontando os 34 dias da suspensão». A maioria PS votou contra.

 



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