Serviço público de transporte centrado no utentes
Utentes da Margem Sul do Tejo reclamam serviço público de transportes

TRANSPORTES Os utentes da Margem Sul do Tejo reclamam um serviço de transporte público fiável e de qualidade, que obrigue a poucos transtornos e a custos socialmente justos.

 

A exigência consta de uma resolução aprovada no dia 7 de Julho pelas Comissões de Utentes de Transportes dos Concelhos da Margem Sul do Tejo, que estiveram reunidas nas instalações dos Bombeiros Voluntários do Seixal.

No texto – dirigido ao Governo, ao Conselho Metropolitano de Lisboa e aos presidentes das câmaras da Península de Setúbal – reivindica-se, também, um «serviço público de transporte centrado no utentes, na sua mobilidade para o trabalho, para o estabelecimento de ensino, para o lazer ou para a participação na vida da sua cidade», um «sistema de transportes públicos que funcione em rede, com uma efectiva interligação entre os meios de transporte pesados e ligeiros, e com coordenação de horários», o «alargamento do Passe Social Intermodal a todos os operadores e a toda a Área Metropolitana de Lisboa» e um «sistema claro na informação sobre o seu funcionamento e sobre o tarifário aplicado».

A reunião teve um vasto conjunto de intervenções sobre o transporte fluvial, rodoviário e ferroviário, tendo sido abordadas questões específicas de cada concelho, mas também as questões estruturais para a mobilidade dos utentes.

Basta de PPP
Anteontem, 17, foi entregue ao primeiro-ministro, presidente e grupos parlamentares da Assembleia da República o manifesto «Basta de PPP com a Fertagus, queremos o serviço integrado na CP». O documento – subscrito por 200 personalidades – defende a reversão das ruinosas parcerias público-privadas (PPP) nas concessões ferroviárias à Fertagus.

Os subscritores do manifesto entendem que com o fim da concessão ferroviária à Fertagus está aberta uma oportunidade para se pôr um ponto final ao enorme esbulho de recursos públicos que aquela PPP representa: mais de 77 milhões de euros, entre 1999 e 2013, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas.

Recorde-se que o serviço prestado efectua-se com comboios públicos, em linhas públicas, com estações públicas, mas explorado por um operador privado, a Fertagus, a quem foram concedidos apoios indirectos nunca antes facultados à CP, como a exploração dos parques de estacionamento e de lojas nas estações, sem esquecer a criação de um serviço rodoviário.

 

Fluvial

# Um verdadeiro investimento nas frotas da Transtejo e da Soflusa, na manutenção e na aquisição de navios;

# Reforço de meios humanos na Transtejo e Soflusa, assim como a valorização e qualificação dos seus trabalhadores;

# Aumento da frequência das ligações fluviais;

# Criação de ligações fluviais entre os concelhos da Margem Sul do Tejo.


Rodoviário

# Redução dos preços praticados pela Transportes Sul do Tejo (TST);

# Aumento da frequência, fora das horas de ponta, nas diversas carreiras;

# Alargamento dos horários, atendendo que existem povoações que ficam sem acesso ao transporte público a partir das 20 horas;

# Efectiva articulação entre os horários da TST e dos outros meios de transporte (fluvial e ferroviário).

 

Ferroviário – CP e Fertagus

# Reforço do material circulante ao serviço da Linha do Sado;

# Que o Passe Social Intermodal seja aceite na Fertagus sem custos acrescidos para os utentes;

# Integração da concessão do serviço de transporte do Eixo Ferroviário Norte-Sul (comboio da Ponte 25 de Abril), acabando com a ruinosa PPP com a Fertagus;

# Aumento da frequência dos autocarros da Sulfertagus.

 



 Versão para imprimir            Enviar este texto            Topo

Outros Títulos: