A defesa do serviço público e de quem nele trabalha é unificadora
Melhores condições para trabalhadores e utentes na base das reclamações no sector dos transportes

INICIATIVAS Trabalhadores valorizados e infra-estruturas e meios adequados às necessidades de quem deles precisa são as reivindicações que sindicatos e utentes dos transportes colocam na ordem do dia.

Na sexta-feira, 13, em Faro, União de Sindicatos do Algarve, Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e Comissão de Utentes da Linha do Algarve promoveram uma tribuna pública em que denunciaram a «situação intolerável com gravíssimos efeitos para aqueles que são os utentes do comboio e, de uma forma geral, para a região». Reivindicaram por isso do Governo os investimentos necessários (electrificação de todo o troço e do conjunto dos ramais, requalificação do material circulante e das estações e apeadeiros, etc.), devidamente acompanhados por um serviço adequado e de qualidade, no qual se incluem horários suficientes, preços e serviços ajustados à realidade e a sua articulação com os demais meios de transporte, designadamente o rodoviário de passageiros.

Com objectivos em muitos aspectos semelhantes, ou seja, de defesa do serviço público e contra a sua propositada degradação, a Fectrans divulgou que no próximo dia 26 é a vez de protestarem em Lisboa, junto ao Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas, trabalhadores e utentes da Linha do Oeste. Em documento de denúncia e mobilização distribuído Pela Comissão de Utentes da Linha do Oeste, difundido na rede pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, «não basta que os governantes, em reacção às notícias, venham dizer que vão admitir trabalhadores, quando a EMEF aguarda, há 2 anos, que seja autorizada a admissão de 80 trabalhadores, e quando, há cerca de um ano, despediram 10 operários de Santa Apolónia».

Mais salário
Paralelamente às iniciativas que unem trabalhadores e utentes, no sector de pesados de mercadorias a Fectrans procedeu, desde o passado dia 7, em diversos plenários realizados em vários pontos do País, à auscultação dos trabalhadores a respeito das negociações com a associação patronal. Segundo a Federação, a maioria valoriza o acordo alcançado para a revisão do contrato colectivo, sobretudo pelo que representa de «inversão do que se passou nos últimos 20 anos. Não sendo o desejável, é um primeiro passo na recuperação dos salários» e uma «base para o próximo caderno reivindicativo».

Inversamente, na Atlânticoline (empresa de transporte de passageiros e viaturas entre ilhas do Arquipélago dos Açores), depois de a administração, confrontada com uma greve que paralisou o serviço, se ter comprometido a aumentar os salários para valores próximos dos reclamados pelos trabalhadores, veio a público «dar o dito pelo não dito». Neste contexto, o Sindicato dos Trabalhadores da Marinha Mercante, Agências de Viagens, Transitários e Pesca alerta para a manutenção das greves convocadas entre 20 e 22 e 27 e 29 de Julho, para 6 de Agosto e para entre 10 e 12 do mesmo mês.

 



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