PCP solidário com a luta reivindicativa dos trabalhadores
No call center da Fidelidade em Évora exige-se respeito pelos direitos e pela lei

ATROPELOS O PCP está solidário com os trabalhadores do call center da Fidelidade de Évora em luta pela defesa dos seus direitos e contra o incumprimento pela empresa da legislação laboral.

Esta posição foi reiterada na AR no decurso de uma audição realizada no passado dia 6 pelo Grupo Parlamentar do PCP, na qual estiveram presentes, além de trabalhadores daquele centro de atendimento telefónico no Alentejo, representantes do SINAPSA – Sindicato Nacional dos Profissionais dos Seguros e Afins.

Contando com a participação do presidente do Grupo Parlamentar do PCP e membro da Comissão Política, João Oliveira, que esteve acompanhado por André Luz e José Mendes, da DOREV, na reunião foi dada nota da ausência de respostas por parte do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social às perguntas da bancada comunista sobre as medidas inspectivas ou de fiscalização adoptadas pelas entidades competentes no que toca ao persistente desrespeito pelos direitos dos trabalhadores e pela legislação laboral praticado pela Fidelidade naquele centro de contactos.

Em causa está, nomeadamente, a ausência de aplicação da contratação colectiva do sector dos seguros, a desregulação do horários de trabalho, a falta de condições de trabalho, a prática ilegal do banco de horas, as limitações ao direito à greve e ao exercício da liberdade sindical.

Luta corajosa
Os trabalhadores deram conhecimento das acções de chantagem e pressão exercidas pela administração, por via de represálias várias, desde mudanças de funções à marcação de dois dias de faltas injustificadas (com repercussões nos salários e prémios dos trabalhadores que aderiram à greve), até processos disciplinares aos delegados sindicais e aos trabalhadores que integraram o piquete de greve.

Da parte dos dirigentes do SINAPSA houve relatos sobre o comportamento da empresa Newsprings ao longo deste processo, que consideram ter sido pautado por «elementos de natureza anti-democrática», recusando-se ao diálogo e preocupada apenas em interpor acções em tribunal contra o sindicato.

Alvo de crítica foram também as notas conclusivas do relatório da ACT onde se considera não existir nenhuma ilegalidade no call center da Fidelidade, em resposta às solicitações dos trabalhadores e do seu sindicato.

A par da solidariedade com a jornada de luta e acção reivindicativa dos trabalhadores, o PCP reiterou, pela voz do seu líder parlamentar, o compromisso em prosseguir a acção de denúncia no plano institucional, asseverando simultaneamente o seu activo apoio à luta reivindicativa dos trabalhadores, em defesa dos direitos e por melhores condições de vida e de trabalho.

 



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