Breves
EUA constroem bases na Argentina

O presidente da Argentina autorizou bases militares norte-americanas no país, assegura o portal mexicano Aristegui Noticias. De acordo com uma fonte argentina citada pelo meio digital, as bases serão instaladas nas províncias de Neuquén (com reservas importantes de gás natural e petróleo), Misiones e Tierra del Fuego. «A muitos oficiais jovens do exército repugna-nos que os EUA instalem quatro bases militares, é uma cedência sem vergonha de soberania nacional», disse a fonte. A Argentina aprovou, entretanto, a ida de instrutores estado-unidenses para treinar forças de segurança locais, tendo em vista a cimeira do G20, em Novembro, em Buenos Aires.


Evo Morales critica EUA

O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou a presença de mais de 300 mil soldados norte-americanos em 177 países, além dos 60 mil estacionados na Europa, «com o objectivo de impor o capitalismo e apoderar-se dos recursos naturais» dos povos. Condenando esta «obsessão intervencionista», Morales escreveu na rede social Twitter que «o mundo precisa de menos armas de guerra e de mais zonas de paz». A imprensa internacional revelou o aumento dos efectivos dos EUA a nível mundial com base em declarações do chefe do estado-maior conjunto norte-americano, general Joseph Dunford.


Deslocados chegam aos 68,5 milhões

Milhões de pessoas em todo o mundo foram obrigadas a abandonar as casas no ano passado devido a conflitos e violência. O número de deslocados aumentou e atingiu os 68,5 milhões, informou a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur). A cifra alcançou em 2017 um novo máximo histórico, pelo quinto ano consecutivo, em consequência, entre outros conflitos, da ocupação da Palestina, da agressão à Síria e ao Iémen, da crise na República Democrática do Congo, da guerra civil no Sudão do Sul e da fuga de rohingas da Birmânia. Do total de deslocados, 25,4 milhões são refugiados, 40 milhões são deslocados internos e 3,1 milhões procuram asilo.


Imran Khan ganhou eleições no Paquistão

O PTI (Movimento pela Justiça no Paquistão), da antiga vedeta de críquete Imran Khan, ganhou 116 dos 270 assentos parlamentares, nas eleições de 25 de Julho. A Liga Muçulmana-Nawaz (PML-N), do ex-primeiro-ministro Nawaz Sharif, conquistou 64 lugares e o Partido do Povo Paquistanês (PPP) conseguiu 43. A imprensa prevê que Khan, mesmo sem maioria absoluta na assembleia nacional, consiga formar governo, sendo provável uma coligação. Bilawal Bhutto, filho da antiga dirigente Benazir Bhutto, assassinada em 2007, e o seu PPP poderiam ser chamados a formar a coligação com o PTI, segundo a edição on-line do jornal The Frontier Post.


Partido do Povo vence no Camboja

O Partido do Povo do Camboja (PPC), liderado pelo primeiro-ministro Hun Sen, deverá vencer as eleições gerais realizadas no domingo, 29, com uma participação de 80% dos eleitores. A Comissão Eleitoral anunciará os resultados no dia 15 de Agosto. Mais de oito milhões de cambojanos foram às urnas para eleger um parlamento com 125 deputados, tendo a votação decorrido com normalidade, supervisionada pelas Nações Unidas e seguida por 500 observadores de 42 países, entre os quais a China e a Rússia. Hun Sen, que governa o país há 33 anos, prometeu manter os altos índices de desenvolvimento económico, a paz e a estabilidade no Camboja.


Líderes das Coreias nos Jogos Asiáticos

A Indonésia convidou os líderes da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un, e da República da Coreia, Moon Jae-in, a assistir aos XVIII Jogos Asiáticos (Asiada), foi revelado em Jacarta. O evento decorre entre 18 de Agosto e 2 de Setembro, na capital indonésia e na cidade de Palembang, na Sumatra do Sul. O Conselho Olímpico da Ásia anunciou recentemente que as duas Coreias levarão equipas conjuntas nas modalidades de canoagem, remo e basquetebol feminino. Espera-se que participem na Asiada 2018 cerca de 11 mil atletas de 45 países e territórios.